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Imprensa alemã vê eliminação justa e questiona futuro de Löw

28/06/2018 06h21

Berlim, 28 jun (EFE).- A imprensa alemã fez nesta quinta-feira duras críticas à seleção do país, eliminada da Copa do Mundo ontem ainda na fase de grupos, e colocou em xeque o futuro do técnico Joachim Löw, que recentemente renovou contrato até julho de 2022.

"Depois deste fiasco, é preciso questionar tudo, inclusive Löw", diz a revista esportiva "Kicker" em uma análise da equipe tetracampeã.

Segundo o periódico, embora a eliminação não fosse tida como possível, não chega a surpreender porque há menos de um ano já se notavam sintomas de esgotamento no elenco que conquistou o título mundial no Brasil, em 2014.

"A geração que, em torno de Manuel Neuer, Jerome Boateng, Sami Khedira e Mesut Özil ganhou a Eurocopa sub 21 em 2009 e depois, reforçados por Toni Kroos e Thomas Müller, foi com justiça campeã do mundo em 2014, terminou o seu ciclo", decretou a publicação.

"Em relação com a Eurocopa 2020 e o Mundial de 2022, é preciso uma renovação radical, e é pouco provável que Löw seja a pessoa adequada para fazê-la", acrescenta.

Já o "Bild" repetiu a manchete do dia seguinte à vitória sobre o Brasil por 7 a 1 nas semifinais da última Copa: "Sem palavras". A foto escolhida foi a de Toni Kroos lamentando a queda precoce, sacramentada com uma derrota para a Coreia do Sul por 2 a 0 em Kazan.

"Não fomos eliminados por azar, mas com plena justiça. Uma equipe que perde para o México e para a Coreia do Sul foi mal em diversos aspectos", comentou o jornal, que espera uma reflexão mais profunda por parte do treinador.

"Uma era terminou. Isso é válido para Löw? O treinador deve se perguntar criticamente se está disposto a aprender com os seus erros na Rússia e a impulsionar a renovação radical", destacou o periódico.

O "Süddeutsche Zeitung", por sua vez, inclui a eliminação em uma lista de apresentações que entraram para a história como momentos vergonhosos da 'Mannschat'.

"Córdoba, Gijón, Kazan", é a manchete do jornal, que se referiu à derrota para a Áustria de virada na Argentina, que marcou a queda da Copa de 1978, e o revés enfrentando a Argélia quatro anos depois, na estreia na Espanha.

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