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Marrocos envia carta à Fifa se queixando da arbitragem na Copa do Mundo

28/06/2018 13h33

Rabat, 28 jun (EFE).- A Real Federação Marroquina de Futebol (FRMF) enviou nesta quinta-feira uma carta à Fifa para reclamar de algumas decisões da arbitragem durante as partidas da seleção do país contra Portugal e Espanha na primeira fase da Copa do Mundo.

Na carta, o presidente da FRMF, Fouzi Lekjaa, afirmou que está indignado com "a injustiça" que sofreu sofrida pela seleção marroquina, já eliminada do torneio.

"Nós gostaríamos de que tomem conhecimento de nossa indignação diante da injustiça cometida contra nossa seleção, por conta de graves erros de arbitragem que contribuíram para nossa saída prematura da Copa do Mundo de 2018. Nossa opinião é clara de que os erros de arbitragem que aconteceram em duas partidas cruciais, diante de Portugal e da Espanha, penalizaram gravemente nossa seleção e nos privaram de buscar a classificação de maneira igual com outras equipes com as quais concorremos no grupo", escreveu.

A federação marroquina destaca três situações duvidosas na partida contra Portugal, na qual Marrocos perdeu por 1 a 0, e cinco situações do jogo contra a Espanha, que terminou empatado por 2 a 2.

Contra Portugal, Marrocos alega que o árbitro americano Mark Geiger deveria ter marcado dois pênaltis a seu favor, aos 30 minutos do primeiro tempo, quando Khalid Boutaib foi derrubado, e aos 35 da segunda etapa, por mão de Pepe. Além disso, argumenta que o gol português, marcado por Cristiano Ronaldo, deveria ter sido anulado devido a uma falta de Pepe antes do gol do craque.

"O recurso tecnológico deveria diminuir a subjetividade da arbitragem, principalmente no caso dos pênaltis não marcados a favor do Marrocos contra Portugal", argumentou o presidente na carta.

Já contra a Espanha, a principal queixa marroquina se refere ao gol do empate, marcado por Iago Aspas, nos acréscimos, que foi validado pelo árbitro uzbeque Ravshan Irmatov após consultar o VAR. A forma como o recurso foi utilizado foi duramente criticada.

"O recurso ao VAR por parte dos árbitros só serviu para preservar os interesses de nossos oponentes, quando deveria garantir a igualdade de oportunidades de todas as equipes", disse na nota.

A seleção de Marrocos, que jogava sua primeira Copa do Mundo desde 1998, foi eliminada após ser derrotada por Irã e Portugal (pelo placar de 1 a 0 nos dois jogos) e empatar na última rodada com a Espanha.

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