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Uganda reforçará segurança durante final da Copa para evitar atentados

12/07/2018 11h14

Campala, 12 jul (EFE).- A polícia de Uganda não permitirá que os bares e outros tipos de locais públicos transmitam a final da Copa do Mundo, que será disputada neste domingo entre França e Croácia, a menos que cumpram estritamente as normas de segurança, reforçadas para evitar atentados, informam nesta quinta-feira veículos de imprensa locais.

O porta-voz da polícia ugandense, Emillian Kayima, fez este anúncio durante a homenagem aos 76 mortos em um atentado do grupo jihadista Al Shabab durante a final do Mundial da África do Sul em 2010, quando os terroristas detonaram duas bombas em um restaurante e em uma instalação esportiva na capital, Campala.

O Al Shabab realizou aquele ataque como represália pela decisão de Uganda de ceder tropas ao contingente da missão da União Africana na Somália (AMISOM), da qual ainda participa.

"Os criminosos desta natureza sempre vão querer lembrar ao mundo que ainda existem e que têm a capacidade de cometer este tipo de crime horripilante. Queremos ver a final sem nenhum tipo de crime", comentou Kayima nesta quarta-feira, dia em que os ataques de 2010 completaram oito anos.

O porta-voz reiterou que não será permitido transmitir o jogo nos locais que não contarem com um plano de evacuação, saídas de incêndio e iluminação suficiente.

"Qualquer coisa pode acontecer. As pessoas devem saber onde se reunir e por onde escapar se faltar luz ou se o lugar pegar fogo. Além disso, preferimos que os locais tenham uma só entrada para que possa haver controles de segurança para armas", apontou Kayima.

O futebol, um dos esportes mais praticados em toda a África, é alvo do Al Shabab, que perpetrou vários atentados em estádios e recentemente obrigou os proprietários de campos de futebol na capital da Somália, Mogadíscio, a fechar os recintos.

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