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Após vídeos sexistas na Copa, argentinos são banidos do futebol por 2 anos

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Imagem: Reprodução

12/09/2018 21h45

Buenos Aires, 12 set (EFE).- O Ministério de Segurança da Argentina proibiu por dois anos a entrada, em qualquer evento futebolístico, de quatro torcedores que gravaram vídeos sexistas e racistas durante a Copa do Mundo na Rússia. A resolução foi publicada nesta quarta-feira (12) no Diário Oficial da República Argentina.

Três deles são homens que, em seus vídeos, forçaram jovens mulheres russas a repetir termos chulos e de cunho sexual em espanhol, sem que elas soubessem o significado do que diziam. O quarto caso é o de um homem que, em vídeo, incitou um cidadão árabe a repetir frase com referências ao terrorismo. Os envolvidos foram identificados como Néstor Pinovi, Claudio Fitterer, Marcelo Génova e Juan Pablo Olguín.

Os vídeos causaram polêmica quando foram divulgados em junho, durante a Copa. Ganharam grande repercussão na cobertura jornalística dos casos, em contexto semelhante do que aconteceu com alguns torcedores brasileiros.

A resolução do Ministério de Segurança faz referência ao fato de que a conduta de Pinovi é "sexista e desonesta" quando humilha uma menor de idade russa e a faz repetir palavras obscenas e ofensivas enquanto se aproveita da barreira idiomática entre ambos. "Contradiz o decoro e o respeito que deve sobressair quando um cidadão visita um país estrangeiro", afirma o texto.

As imagens de Fitterer e Génova são de conteúdo similar, embora em seus casos as mulheres das quais zombavam nos vídeos fossem adultas. Por sua parte, Olguín gravou um vídeo com uma pessoa que usava um turbante árabe, a quem incita pedir uma "bomba" para a cidade argentina de Naschel.

Os quatro homens passarão a fazer parte do Registro Nacional de Pessoas com Direito de Admissão a Espetáculos Futebolísticos e serão privados de tal direito. Além disso, o Ministério não aceitou as desculpas que todos eles pronunciaram então porque "não resultam satisfatórias nem idôneas para escusar o preconceituoso comportamento".

A punição aos envolvidos foi possível devido à colaboração e assistência entre as autoridades russas responsáveis pela segurança pública e vários organismos policiais argentinos.

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