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Atlético-PR volta vencer Fluminense e vai à sua 2ª final continental

28/11/2018 23h44

Rio de Janeiro, 28 nov (EFE).- O Atlético-PR se classificou para a segunda decisão continental de sua história, 13 anos depois de ter sido vice-campeão da Taça Libertadores, ao vencer o Fluminense por 2 a 0 nesta quarta-feira no Maracanã, em jogo de volta pelas semifinais da Copa Sul-Americana.

O Furacão já tinha a vantagem de ter levado a melhor na ida, no último dia 7, na Arena da Baixada, também pelo placar de 2 a 0, mas não jogou com o regulamento e abriu o placar logo nos primeiros instantes, com Nikão. No segundo tempo, Bruno Guimarães aumentou a diferença e confirmou a vaga na decisão.

O atual campeão paranaense espera agora a definição do outro finalista, que sairá de outro duelo "caseiro". O Junior Barranquilla está com a mão na vaga, já que bateu o Independiente Santa Fé por 2 a 0 fora de casa há três semanas e decidirá como mandante nesta quinta.

Passe quem passar, o primeiro jogo da final acontecerá na Colômbia, daqui a uma semana, e o segundo, em Curitiba, no próximo dia 12. Será a primeira final internacional do Atlético na Arena da Baixada, já que em 2005, na queda frente ao São Paulo atuou como mandante no Beira-Rio, em Porto Alegre, por precisar ser mandante em um palco com capacidade para pelo menos 40 mil pessoas.

Antes disso, o time dirigido por Tiago Nunes ainda tentará ser sexto colocado no Campeonato Brasileiro para garantir vaga na próxima Libertadores mesmo sem o título da Sul-Americana. Para isso, depende de uma vitória sobre o Flamengo no próximo sábado, também no Maracanã.

Para o Flu, a temporada ainda não acabou. O time carioca, que não marca um gol há oito partidas, desde a volta das quartas de final da competição continental, contra o Nacional-URU, precisa de um empate com o América-MG no domingo, de novo no Rio de Janeiro, para não ser rebaixado pela quarta vez em sua história.

O Fluminense teve sete desfalques, todos por lesão, entre eles três jogadores considerados titulares: o zagueiro Ibañez, o lateral Gilberto e o atacante Pedro. Com isso, Marcelo Oliveira escalou o time num inédito 3-4-3, mas desfez o esquema com menos de 30 minutos de bola rolando ao sacar o zagueiro Paulo Ricardo e mandar o lateral Léo para o jogo.

No Atlético, a única ausência de maior destaque foi o zagueiro Paulo André, que, mesmo sem ser relacionado para a partida, acompanhou a delegação no Rio de Janeiro.

A expectativa da torcida local por uma eliminatória equilibrada foi por água abaixo com apenas quatro minutos de bola rolando, tempo necessário para que os visitantes abrissem o placar. Ayrton Lucas perdeu na esquerda de defesa, Marcelo Cirino cruzou para a segunda trave e Nikão apareceu para conferir e balançar a rede.

A partir de então o Tricolor ficou mais com a bola, chegando a mais de 70% de posse em alguns momentos, mas não demonstrava organização nem pontaria para sequer empatar. Aos nove minutos, após levantamento da direita, Ayrton Lucas chutou forte da esquerda na sobra e isolou. Mais tarde, aos 18, Luciano desceu pela direita e serviu Júnior Dutra, que furou de maneira bisonha.

Aos 24, jogadores e torcida do Flu pediram pênalti quando Luciano recebeu na área, armou a finalização e também não deu em bola. O camisa 29 reclamou de ter sido empurrado por Jonathan, mas o árbitro, que contou com o auxílio do VAR, considerou que não houve irregularidade.

Ao se lançar à frente, a equipe anfitriã abria ainda mais espaços na defesa, principalmente no lado esquerdo, nas costas de Ayrton Lucas. Aos 31, Renan Lodi levantou para Nikão, que teve liberdade no espaço deixado pelo lateral adversário, mas emendou de primeira para fora.

Quem acertou uma finalização perigosa, aos 44 minutos, foi Lucho González, sem deixar a bola cair. Júlio César fez bonita defesa, mas a arbitragem já havia marcado impedimento do argentino.

O jejum de gols do vice-campeão de 2008 poderia ter acabado aos sete minutos da segunda etapa, quando Richard descolocou lindo lançamento para Luciano, que tirou do goleiro Santos com um leve toque, mas Thiago Heleno cortou praticamente em cima da linha e ainda sofreu falta.

Como quem não faz, leva, o Furacão marcou o segundo dois minutos depois, em uma aula de contra-ataque. No três contra dois, Nikão partiu do campo de defesa e abriu na esquerda para Marcelo Cirino, que rolou para o meio. Bruno Guimarães chegou antes de Richard e completou para o gol, fazendo 2 a 0.

O placar poderia ter ficado mais elástico aos 20, em novo contragolpe. Nikão teve espaço pela esquerda da área e rolou para Pablo, que fez o corta-luz. Raphael Veiga chegou chutando e mandou por cima.

Nikão foi o nome do jogo e quase fez outro aos 29 minutos, em bonita jogada individual. O camisa 11 partiu do campo de defesa, desceu pela esquerda e chutou na rede, mas pelo lado de fora. Mais tarde, aos 40, o meia tentou de novo da esquerda e encheu o pé, mas Júlio César espalmou.

A última oportunidade para o Tricolor diminuir surgiu nos acréscimos, aos 46, em tabela entre Ayrton Lucas e Luciano. O lateral arrematou cruzado e Santos desviou levemente, mas o suficiente para tirar para escanteio.



Ficha técnica:.

Fluminense: Júlio César; Gum (Dodi), Digão e Paulo Ricardo (Léo); Jadson, Richard, Sornoza e Ayrton Lucas; Júnior Dutra, Marcos Junior (Everaldo) e Luciano. Técnico: Marcelo Oliveira.

Atlético-PR: Santos; Jonathan, Léo Pereira, Thiago Heleno e Renan Lodi; Bruno Guimarães, Lucho González (Wellington), Nikão e Raphael Veiga (Marcinho); Marcelo Cirino (Rony) e Pablo. Técnico: Tiago Nunes.

Árbitro: Julio Bascuñán (Chile), auxiliado pelos compatriotas Christian Schiemann e José Retamal.

Cartão amarelo: Gum (Fluminense).

Gols: Nikão e Bruno Guimarães (Atlético-PR).

Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

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