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Direção do River envia carta à Conmebol condenando decisão sobre final

01/12/2018 13h34

Buenos Aires, 1 dez (EFE).- O River Plate divulgou comunicado neste sábado, dirigido ao presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, em que condena a decisão de mudar a sede da partida de volta da final da Taça Libertadores, em que reencontraria o Boca Juniors, para o estádio Santiago Bernabéu, em Madri.

"O clube entende que a decisão desnaturaliza a competição, prejudica quem adquiriu ingressos e afeta a igualdade de condições, a partir da perda da condição de mandante", diz o texto, publicado na íntegra por diversos meios de comunicação da Argentina.

O jogo de ida, disputado no dia 10 de novembro, no estádio La Bombonera, terminou empatado em 2 a 2. Duas semanas, depois, o ataque com pedras e garrafas de torcedores do River ao ônibus que levava a delegação do Boca, provocou o adiamento do jogo, primeiro em horas, depois em um dia, até a suspensão.

"A responsabilidade pela falha da operação de segurança do dia 24 deste mês, ocorrida fora do perímetro montado pelo evento, foi, pública e notoriamente, assumida abertamente pelas mais altas autoridades do país", aponta a direção do clube, que se isentou de qualquer responsabilidade pelos atos de vandalismo e violência.

O texto ainda lembra que mais de 66 mil pessoas aguardaram dentro do estádio Monumental de Núñez, por cerca de oito horas, até que fosse tomada a decisão de adiar a decisão, e que o público tem negada "injustificadamente", a possibilidade de ver o jogo de perto, pela distância do novo local, e os custos de uma viagem.

"São graves e severos os prejuízos para os sócios e torcedores do River, que adquiriram seus ingressos com enorme esforço econômicos, para o jogo programado para o dia 24, e que se vêem seriamente prejudicados e discriminados por esta decisão", aponta o comunicado.

De acordo com a direção do clube 'millonario', a decisão de levar o jogo para o Santiago Bernabéu é "desigual, injusta e nociva" aos seguidores na Argentina, e não encontra justificativa, inclusive, nas normas disciplinares da Conmebol.

"Por tais motivos, nos reservamos a exercer todas as ações que ajudem o River, na defesa de seus legítimos interesses", encerra o texto, assinado pelo presidente do clube, Rodolfo D'Onofrio, e pelo secretário, Ignacio Villarroel.

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