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Furacão começa na Colômbia a busca pelo inédito título da Sul-Americana

04/12/2018 13h58

Barranquilla (Colômbia), 4 dez (EFE).- O Atlético Paranaense visitará nesta quarta-feira, às 22h45 (horário de Brasília), o Junior Barranquilla, da Colômbia, no pontapé inicial para a final da Copa Sul-Americana, em que ambos buscarão inédito título continental.

O Furacão, vice-campeão da Taça Libertadores, em 2005, já faz a melhor campanha no torneio secundário, em que havia sido semifinalista há 12 anos. O Tubarão, como o clube colombiano é conhecido, nunca havia alcançado a decisão de uma competição organizada pela Conmebol.

A final começa após o término do Campeonato Brasileiro, em que o time paranaense terminou na sétima colocação, fora da zona de classificação para a próxima edição da Libertadores. O desempenho, no entanto, atraiu holofotes para os comandados de Tiago Nunes, que foram os segundos com mais pontos após a Copa do Mundo.

Lanterna antes da realização do torneio na Rússia, o Atlético fez 26 partidas disputadas e anotou 48 pontos, em 14 vitórias, seis empates e seis derrotas. A marca só não foi superior a do campeão, Palmeiras, que anotou 61 pontos em 78 disputados no período.

Para o jogo desta quarta-feira, o Furacão viajou com todos os jogadores disponíveis. Ao todo, 22 jogadores foram relacionados, sendo que quatro serão cortados, pois, 11 serão titulares e apenas sete podem ficar no banco de reservas.

O grande nome da equipe é o atacante Pablo, terceiro colocado na tabela de artilheiros do Brasileirão, com 12 gols, ficando só atrás de Gabigol, do Santos, e Ricardo Oliveira, do Atlético Mineiro. Na Sul-Americana, o camisa 5 do time na competição balançou a rede três vezes.

O goleador do Atlético no torneio é o meia Nikão, que marcou em quatro oportunidades, uma a menos que o meia colombiano Nicolás Benedetti, do Deportivo Cáli, líder da tabela de classificação - o argentino Nicolás Fernández, do Defensa y Justicia, e o meia venezuelano Diomar Díaz, do Caracas, também têm quatro gols.

Outros destaques da equipe comandada por Tiago Nunes são o goleiro Santos, o jovem lateral-esquerdo Renan Lodi, além dos meias Lucho González e Raphael Veiga. Todos os quatro deverão estar entre os titulares da primeira partida da decisão.

O Junior Barranquilla, por sua vez, chega para o jogo com quatro desfalques certos, entre eles, o do atacante Teo Gutiérrez, que foi expulso na volta das semifinais, contra o Independiente Santa Fé. O lateral-esquerdo Gabriel Fuentes foi mais um que recebeu cartão vermelho no jogo.

Além disso, o zagueiro Willer Dita e o meia Leonardo Pico, por causa de lesões, também estão vetados do jogo em Barranquilla, assim como do reencontro desta decisão, marcado para acontecer na próxima quarta-feira, em Curitiba.

A única dúvida é quanto a utilização do goleiro uruguaio Sebastián Viera, que se recupera de problema em um dos joelhos. Caso o experiente titular também tenha que se ausentar, José Luís Chunga terá a missão de evitar os gols do Atlético Paranaense.

Para a equipe anfitriã da ida, este será o primeiro dia de um período com dois duelos por títulos. Além da Sul-Americana, o Junior busca o título do Torneio Finalización do Campeonato Colombiano, em que receberá no sábado o Independiente Medellín, no primeiro jogo da final.

Na Copa Sul-Americana, o Brasil já conquistou três títulos, curiosamente, os dois últimos sem que fossem disputados os 180 minutos de decisão. Em 2012, o São Paulo ergueu a taça, após confusão com os jogadores do Tigre, da Argentina, que encerrou a volta ainda no intervalo.

Há dois anos, Chapecoense e Atlético Nacional, também da Colômbia, definiriam o campeão, mas, o avião que levava o time catarinense caiu, quando ia para Medellín, matou quase toda a delegação. O próprio adversário sugeriu a entrega da taça para o Verdão do Oeste, o que acabou decidido pela Conmebol.

Além disso, o Internacional ficou com o título em 2008, ao superar o Estudiantes, da Argentina. Fluminense, em 2009; Goiás, em 2010; Ponte Preta, em 2013; e Flamengo, no ano passado, foram vice-campeões da competição, criada em 2002.



Prováveis escalações:.

Junior: Viera (ou Chunga); Piedrahita, Gómez, Pérez e Gutiérrez; Cantillo, Narváez, Sánchez e Barreira; González e Díaz. Técnico: Julio Comesaña.

Atlético Paranaense: Santos; Jonathan, Paulo André, Léo Pereira e Renan Lodi; Bruno Guimarães (ou Wellington), Lucho González; Nikão, Raphael Veiga e Marcelo Cirino; Pablo. Técnico: Tiago Nunes.

Árbitros: Diego Haro (Peru), auxiliado pelos compatriotas Jonny Bossio e Víctor Raez.

Estádio: Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla.

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