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Olimpíada de Tóquio-2020 pode ter maratona mais cedo para evitar o calor

AFP PHOTO / Kazuhiro NOGI
Altas temperaturas na capital japonesa durante período olímpico preocupam organizadores Imagem: AFP PHOTO / Kazuhiro NOGI

Da EFE, em Tóquio

05/12/2018 13h14

O Comitê Olímpico Internacional (COI) e a organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 propuseram antecipar o início das provas de maratona para as 5h30 ou 6h (horário local), de modo evitar o intenso calor previsto para o evento.

Esta medida foi formulada por uma equipe de especialistas designada pelo COI e pelo comitê organizador dos Jogos, e discutida durante as reuniões realizadas entre ambas as partes nos últimos dias na capital japonesa, segundo disse nesta quarta-feira (5) em entrevista coletiva o presidente da Comissão de Coordenação para os próximos Jogos, o australiano John Coates.

O objetivo da antecipação do horário é evitar as horas do dia com temperaturas entre 39 e 41 graus previstas para as datas da competição (de 24 de julho a 9 de agosto de 2020).

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A medida conta com o apoio de especialistas em medicina esportiva e meteorologia e do governo metropolitano de Tóquio, após analisar o que ajudaria em termos logísticos - como a disponibilidade do transporte público mais cedo -, segundo explicou Coates.

O COI e a organização dos Jogos conversam atualmente com a Federação Internacional de Associações de Atletismo (IAAF, sigla em inglês) para aprovar a mudança (inicialmente, a prova teria início às 7h), o que deve ser formalizado até o fim do ano.

Também se contempla uma antecipação de horário para os 50 quilômetros da marcha atlética, partidas de rúgbi e provas de ciclismo, acrescentou o presidente do comitê organizador de Tóquio 2020, Yoshiro Mori, após a reunião com o COI.

Essa medida se somará a outras já anunciadas pela organização para diminuir as duras condições meteorológicas do verão de Tóquio, como a instalação de um asfalto especial para diminuir o calor, a criação de mais espaços com sombra e a disponibilização de mais equipes de atendimento médico em zonas de competições.

"Faremos todo o possível para garantir que os atletas competirão sem assumir riscos e que também não haverá riscos para a saúde dos espectadores", afirmou Coates.

O representante do Comitê de Coordenação para 2020 também afirmou que todas estas medidas "terão um impacto orçamentário", mas disse acreditar que os organizadores "encontrarão uma forma de manter as contas equilibradas" e cumprir as exigências de ajuste da despesa impostas pelo Comitê Olímpico Internacional.

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