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Votação de projeto de lei que agravará penas de 'barra bravas' é adiada

06/12/2018 20h57

Buenos Aires, 6 dez (EFE).- A Câmara dos Deputados da Argentina decidiu adiar nesta quinta-feira, por duas semanas, o debate sobre o projeto de lei apresentado pelo poder executivo, de agravar as penas para os torcedores de futebol que se envolvam em caso de violência.

A iniciativa ia ser submetida hoje a votação, em uma sessão extraordinária, mas, os diversos blocos partidários optaram por buscar um maior consenso, antes de colocar o texto em pauta.

O projeto, que endurece as penas aos chamados 'barra bravas', que cometam crimes, recebeu sinal verde pela manhã nas comissões de Legislação Penal e de Esportes, da Câmara dos Deputados, o que o habilitava para ser discutido em plenário.

O texto que seria votado apresentava modificações com relação ao apresentado pelo governo, com penas mais suaves às previstas inicialmente, para que ficassem em sintonia com o novo Código Penal, que entrará em pauta no ano que vem.

A discussão foi impulsionada depois dos incidentes antes do jogo de volta da final da Taça Libertadores, entre River Plate e Boca Juniors, em que o ônibus da delegação 'xeneize' foi atacado no entorno do estádio Monumental de Núñez.

Com isso, o jogo foi adiado para o dia seguinte e depois suspenso, sendo remarcado para o estádio Santiago Bernabéu, em Madri, na Espanha.

O projeto de lei estabelece penas de 6 meses a 2 anos de prisão para cambismo, prisão de 2 a 8 anos para crime cometido por um integrante de torcida organizada. A punição para quem entrar com arma de fogo ou artefatos explosivos em estádio, sem autorização vai de 2 a 6 anos de detenção.

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