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Murray chora ao falar de lesão e revela plano para se aposentar em Wimbledon

10/01/2019 23h01

Redação Central, 11 jan (EFE).- O britânico Andy Murray não resistiu e chorou na entrevista prévia ao Aberto da Austrália ao falar sobre o calvário enfrentado por ele após passar por uma operação no quadril no ano passado, um problema que deve forçar sua aposentadoria ainda nesta temporada, depois da disputa de Wimbledon.

"Estive sofrendo durante um longo tempo, um total de 20 meses. Tentei fazer tudo o possível, mas a dor não acabou. Não quero continuar jogando dessa forma, não estou disposto a continuar com essa dor por quatro, cinco meses", afirmou o britânico.

O ex-número 1 do ranking mundial da ATP estreia no Aberto da Austrália contra o espanhol Roberto Bautista. E, apesar de projetar tentar chegar até Wimbledon, Murray pode deixar as quadras ainda durante a disputa do primeiro Grand Slam da temporada.

"Fiz de tudo para tentar fazer meu quadril ficar melhor e não ajudou. Eu acho que há uma chance de o Aberto da Austrália ser meu último torneio", disse Murray.

"Posso jogar com limitações. Mas ter limitações e dor não está permitindo que eu disfrute de competir ou treinar. Wimbledon é o local onde eu gostaria de parar de jogar, mas não estou certo se serei capaz de fazer isso", completou o britânico.

Finalista do Aberto da Austrália em cinco oportunidades, Murray ainda afirmou que precisa levar em consideração sua "qualidade de vida" e que uma nova operação no quadril poderia impedi-lo de competir no nível mais alto dentro do circuito mundial. EFE

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