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Alpinista espanhol se juntará às buscas de 2 desaparecidos no Nanga Parbat

2019-03-03T10:47:00

03/03/2019 10h47

Islamabad, 3 mar (EFE).- O experiente montanhista espanhol Alex Txikon voará amanhã com sua equipe rumo ao monte Nanga Parbat após deixar o acampamento-base do K2 em helicópteros do exército do Paquistão para se juntar à operação de resgate do italiano Daniele Nardi e do britânico Tom Ballard, que estão desaparecidos há dias na montanha situada no Himalaia paquistanês.

O embaixador italiano em Islamabad, Stefano Pontecorvo, informou neste domingo no Twitter que Txikon e sua equipe estão a caminho do acampamento-base do Nanga Parbat, a nona montanha mais alta do mundo com 8.125 metros de altitude, para realizar uma busca com drones.

Uma nevasca impediu que os helicópteros pudessem decolar para levar Txikon - que possui drones especiais para realizar voos em grande altitude - e ajudar nas buscas no Nanga Parbat, que também é conhecida como "montanha assassina", por isso a equipe do alpinista oriundo do País Basco passará a noite na cidade de Skardu e amanhã recomeçará a procura pelos desaparecidos, segundo Pontecorvo.

Nardi e Ballard desapareceram há uma semana a cerca de 6.250 metros de altitude na montanha, e até agora o mau tempo dificultou as operações de resgate.

Ballard é filho de Alison Hargreaves, a alpinista britânica que em 1995 se tornou a primeira mulher a chegar ao cume do Everest sem o auxílio de oxigênio suplementar e morreu naquele mesmo ano durante a descida do K2.

A equipe de Nardi informou hoje em sua página do Facebook que Txikon e seu grupo tentarão aterrissar amanhã no acampamento-base do Nanga Parbat, ou até mesmo no acampamento 1, já na face da montanha.

No acampamento 1 está o montanhista paquistanês Ali Sadapara, que está envolvido nas tentativas de resgate há vários dias, junto com outros dois alpinistas de seu país.

Txikon está no Paquistão tentando se transformar no primeiro escalador da história a alcançar o cume do K2 durante o inverno.

O Nanga Parbat é conhecido como a "montanha assassina" por causa dos 80 alpinistas que morreram em suas faces desde a primeira tentativa de ascensão em 1895, um feito que foi conseguido pela primeira vez pelo austríaco Hermann Bulh em 1953.

A montanha tem cerca de 4 mil metros de escalada, um terreno vertical no qual as avalanches são frequentes. EFE

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