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Técnico evita falar em decepção após empate e vê evolução no Paraguai

2019-06-16T20:43:00

16/06/2019 20h43

Rio de Janeiro, 16 jun (EFE).- Apesar de ter ficado no empate com o Catar em 2 a 2 após abrir dois gols de vantagem, durante a estreia na Copa América, neste domingo, no Maracanã, o Paraguai vem evoluindo nos últimos meses desde a chegada do técnico Eduardo Berizzo, ao menos na visão do próprio treinador argentino.

"Nós avançamos sim, nos equiparamos a um adversário que vem de ser campeão da Ásia. Falar sobre vitórias, teorizar sobre jogar bonito e vencer todas as partidas é muito fácil, mas é preciso trabalhar. E estamos trabalhando. Iniciamos um processo novo, e nenhum adversário é inferior a nós, menos ainda o Catar. O resultado decepciona a todos, todos queremos ganhar, da torcida ao treinador, mas vamos passo a passo", declarou Berizzo em entrevista coletiva.

O argentino assumiu o comando da 'Albirroja' em fevereiro deste ano, após a saída do colombiano Juan Carlos Osorio, ex-São Paulo. Antes da Copa América, havia comandado quatro amistosos, com derrotas para Peru e México, empate com Honduras e vitória sobre a Guatemala.

Contra o Catar, os paraguaios abriram 2 a 0, com gols do veterano Óscar Cardozo, nos instantes iniciais da partida, e Derlis González, já no segundo tempo. Entretanto, o campeão da Copa da Ásia buscou o empate com Almoez Ali Abdulla e Khoukhi.

"Foi um empate justo. Nós fizemos algumas coisas boas e outras nem tanto, e nosso adversário encontrou os gols no segundo tempo. Deveríamos ter controlado melhor a partida, principalmente no meio-campo, e ficado mais com a bola. Tentamos fazer isso com a entrada de Richard Sánchez, mas não foi possível", comentou.

"O gol fundamental do jogo foi o primeiro do Catar. Eles voltaram ao jogo, em um segundo tempo no qual estávamos jogando muito bem, melhor que no primeiro. Não conseguimos pressionar como gostaríamos, e eles cresceram. De toda forma, pelos méritos e deméritos de cada um, foi um resultado justo. Temos que valorizar algumas coisas que fizemos bem e corrigir alguns erros", completou o ex-técnico de Celta de Vigo e Sevilla, entre outros times.

Ainda segundo o treinador, o aspecto mais positivo de seus comandados no duelo deste domingo foi a marcação sob pressão no campo do Catar desde o começo. Ele quer que isso se torne uma marca da equipe.

"Os dois gols foram produtos de pressão no campo do adversário, e isso foi o melhor que fizemos, tanto no começo do primeiro tempo quanto no começo do segundo. Pressionar no campo do adversário é uma marca que temos que buscar, e quando fizemos isso bem levamos muito perigo", destacou.

Por fim, Berizzo revelou desejar que sua equipe, em termos futebolísticos atuais, seja menos reativa e trabalhe mais a bola, principalmente quando estiver com placar favorável.

"A bola no meio de campo na nossa equipe foi quase sempre uma bola a ser recuperada e não uma bola trabalhada. Até fazíamos desarmes que nos davam a possibilidade de contra-atacar, mas não a mantínhamos conosco. Enfrentamos um adversário duro, que conhecíamos, um adversário organizado", comentou.

"Tivemos dificuldade de impor nosso jogo, principalmente no primeiro tempo. No segundo, foi melhor, tivemos mais solidez, pressionamos no campo do adversário, mas precisamos melhorar a construção de jogadas e corrigir a deficiência de não ter matado o jogo", acrescentou. EFE

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