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Tite reconhece que Brasil ficou devendo ofensivamente no empate com Venezuela

2019-06-19T02:18:00

19/06/2019 02h18

Salvador (Brasil), 18 jun (EFE).- O técnico Tite reconheceu na terça-feira, após um decepcionante empate sem gols com a Venezuela, pela segunda rodada do grupo A da Copa América, que "a precisão" da seleção brasileira foi "muito baixa" e que é necessário "fazer o goleiro rival trabalhar".

"A equipe não produziu ofensivamente", afirmou o treinador, em entrevista coletiva após a partida na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Tite disse que "traduzir em gol" as oportunidades que surgem nos jogos "é fundamental", algo que hoje faltou ao Brasil.

"Temos condições de sermos mais regulares, encontrar o passe, temos condições independentemente da falta do Neymar ou de outro jogador", apontou.

Sobre o atacante do Paris Saint-Germain, cortado por lesão, reiterou se tratar de um jogador que faz "falta a qualquer equipe do mundo", mas que agora quer apenas que o jogador se recupere rapidamente.

Além disso, explicou que colocou Gabriel Jesus, Éverton e Fernandinho no segundo tempo para aumentar o volume de perigo na área adversária.

"Mas não houve efetividade, não traduzimos em gol", lamentou.

Sobre a anulação de três gols durante a partida, ele afirmou que não tem o que reclamar do VAR, pois suas decisões foram "corretas" e que as vaias do público são "compreensíveis".

Questionado sobre a pouca presença de Philippe Coutinho no jogo, Tite disse que o meia foi "muito bem marcado" pelos venezuelanos, que não o deixaram receber a bola.

Apesar do empate, o Brasil ainda lidera o grupo A com quatro pontos, os mesmos que o Peru, seu próximo adversário. Já a Venezuela, com um ponto, enfrentará a lanterna Bolívia, que ainda não pontuou.

O treinador brasileiro disse que o principal objetivo diante do encontro decisivo com os peruanos, onde buscará a classificação para as quartas de final, será "evoluir no processo criativo e de finalização".

"Não vou fugir da ideia de tornar o futebol mais vistoso e mais criativo", ressaltou. EFE

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