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Conmebol diz que VAR evitou escândalos e paralisou jogos por pouco tempo

2019-06-25T15:44:00

25/06/2019 15h44

Rio de Janeiro, 25 jun (EFE).- A Conmebol avaliou positivamente nesta terça-feira a utilização do árbitro de vídeo (VAR) nas 18 partidas da fase de grupos da Copa América, destacando que o sistema evitou escândalos de arbitragem, gerou justiça e paralisou os jogos por pouco tempo.

"Não houve escândalos, isso nos dá muita segurança e satisfaz quem exige mais justiça no futebol. Estamos muito satisfeitos com o resultado. Estamos trabalhando com o VAR desde 2017, tivemos muitas experiências positivas e negativas que nos permitiram chegar muito bem a 2019", afirmou o presidente da Comissão de Arbitragem da Conmebol, Wilson Luiz Seneme.

O ex-árbitro brasileiro comentou que o VAR só foi usado em 17 oportunidades nas 18 partidas da primeira fase da Copa América e que o tempo médio de interrupção a cada vez que o vídeo precisou ser consultado foi de dois minutos e 26 segundos.

Seneme admitiu que em alguns jogos as consultas geraram paralisações de até 4 minutos, mas argumentou que a demora não foi provocada pelo uso do VAR, e sim por fatores como o atraso para cobrar um pênalti ou reiniciar a partida após um gol.

De acordo com o balanço apresentado pela entidade, nas 17 vezes que o VAR foi utilizado, em 15 os árbitros voltaram atrás e em apenas duas as decisões iniciais foram mantidas.

O relatório afirma que o VAR foi usado por fatos pontuais seis vezes, nas quais o árbitro nem necessitou ir à cabine de vídeo para revisar o lance. Nesses casos, o tempo de paralisação foi de um minuto e oito segundos.

Das 17 revisões com a checagem do vídeo, sete ocorreram por dúvidas sobre pênaltis, sete por dúvidas sobre validade de um gol e três por cartões vermelhos.

Em cinco partidas os árbitros pediram duas revisões ao VAR, em sete foi feita apenas uma revisão e nas outras seis o uso da tecnologia não foi necessário.

Seneme disse que a utilização do VAR pode explicar uma pequena redução do número de faltas, de 578 na primeira fase da Copa América de 2015 para 539 nesta edição, já que os jogadores confiam na segurança do sistema e ficam mais precavidos. O número de cartões amarelos entre os dois torneios caiu de 86 a 74. O de cartões vermelhos diminuiu de três para dois.

"O VAR foi uma grande atualização para o evento e cumpriu os requisitos de dar transparência e justiça à competição", afirmou Seneme.

O brasileiro saiu em defesa da decisão do VAR mais questionada do torneio até agora, o pênalti marcado sobre o atacante Edinson Cavani no empate de 2 a 2 entre Uruguai e Japão, penalidade que alguns comentaristas opinaram que não existiu.

"Foi pênalti e foi uma ação temerária que merecia um cartão amarela. O erro foi dos comentaristas, não da arbitragem", declarou. EFE

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