O lance contra Alemanha que fez Cafu pensar: "agora a gente não perde mais"

29/06/2017 04h00

30 de junho de 2002. O paulista Marcos Evangelista de Moraes, à época com 32 anos, entrou em campo para viver aquele que seria o maior momento de sua carreira. Cafu, apelido com o qual se consagrou no futebol, vivia a expectativa de ser campeão mundial pela seleção brasileira e ter a honra de, como capitão da equipe, ser o primeiro a erguer a taça mais cobiçada do futebol.

Getty Images
Imagem: Getty Images
Como é sabido, deu tudo certo! O Brasil ganhou da Alemanha por 2 a 0, com dois gols de Ronaldo, e conquistou o penta. Mas não foi um jogo fácil. Tanto é que um dos principais responsáveis por aquela vitória foi um outro Marcos, o goleiro.
  
15 anos depois, Cafu se recorda de uma jogada que foi fundamental para o Brasil vencer aquela partida. É uma defesa do seu xará, aos 4 minutos do segundo tempo.
 
“Desde o primeiro lance [no segundo tempo], em uma falta para a Alemanha, que o Marcão pegou aquela bola de mão trocada, a gente falou: ‘agora a gente não perde mais’”, comenta. 
 
Quem bateu a falta foi Neuville. O camisa 7 alemão acertou um chute forte, de longe. Marcos saltou e conseguiu tocar de leve na bola, o suficiente para que ela não entrasse - tocou na trave. O placar apontava 0 a 0 naquele momento.
 
“Aquele foi o lance que deu o pontapé inicial para que o Brasil pudesse ser campeão”, opina o ex-lateral da seleção.
 

COMO SURGIU A IDEIA DE HOMENAGEAR O JARDIM IRENE

Jd. Irene, a capital do mundo 

Quem também recebeu os holofotes naquele 30 de junho de 2002 foi o bairro de Jardim Irene. Localizado na zona sul da cidade de São Paulo, é onde Cafu passou a sua infância e deu os seus primeiros chutes na bola.
 
Após o apito final, o lateral direito decidiu homenagear a sua comunidade e escreveu na camisa, para o mundo inteiro ver: “100% Jardim Irene”. A imagem percorreu o planeta.
 
“Jardim Irene naquele momento virou a capital do mundo. Estava todo mundo ligado no que era o Jardim Irene, onde estava o Jardim Irene e quem vivia no Jardim Irene. Continua sendo uma periferia, mas um pouco mais valorizada e conhecida mundialmente”, afirma. 
 
“Esse era o meu objetivo. Fazer com que as crianças saíssem do Jardim Irene e tivessem orgulho de falar: ‘moro em periferia e vou vencer se tiver uma oportunidade’”, conclui o capitão do penta.
 

ESPORTE(ponto final)

A entrevista com Cafu foi realizada pelo ESPORTE(ponto final), um canal produzido a partir de depoimentos de ídolos sobre os grandes momentos do esporte.

A cada semana, novos episódios serão lançados na página especial do ESPORTE(ponto final). E você também pode acompanhar nas mídias sociais: youtube.com/esportepontofinal e facebook.com/esportepontofinal.

 

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