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Comerciais de tom político provocam reação de espectadores do Super Bowl

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Airbnb foi uma das empresas com campanha de tom político Imagem: Reprodução

Tim Baysinger

Da Reuters, em Nova York (EUA)

06/02/2017 16h11

Com a atenção dos Estados Unidos mais voltada ao clima político desde a posse do novo presidente, Donald Trump, os anunciantes que investiram nesse tema foram os que mais provocaram reações nos telespectadores do Super Bowl no domingo.

Durante a maior parte da noite, os comentários a respeito dos comerciais de Airbnb, Coca Cola e Budweiser se mostraram mais empolgantes do que a decisão do campeonato nacional de futebol americano entre o New England Patriots e o Atlanta Falcons.

Isso mudou no final do jogo, quando os Patriots conseguiram uma reação de 25 pontos e derrotaram os Falcons na primeira final de Super Bowl decidida na prorrogação.

Graças ao final eletrizante, os espectadores podem ter ultrapassado os 114,4 milhões que assistiram a decisão do Super Bowl XLIX em 2015, proporcionando uma audiência gigantesca para as empresas que pagaram mais de 5 milhões de dólares por 30 segundo no ar.

Um teaser da segunda temporada da série de sucesso "Stranger Things", do Netflix além de anúncios repletos de celebridades e de humor da T-Mobile US e do Mr. Clean da Proctor & Gamble's, atraíram a maior parte da atenção nas redes sociais.

Ainda assim, marcas como a Airbnb, que abordaram temas de diversidade e imigração, foram de longe as que mais renderam assunto com o público. O comercial da empresa, que mostrou um grupo diversificado de empregados pregando uma mensagem de aceitação, será visto por muitos como uma crítica às políticas imigratórias de Trump.

A propaganda foi uma das mais debatidas pelos espectadores, gerando quase 78 mil tuítes entre as 18h30 e as 23h locais, segundo dados da empresa de marketing digital Amobee.

Durante o pré-jogo, a Coca Cola reapresentou o anúncio do Super Bowl de 2014, que exibe a canção "America the Beautiful" em várias línguas e que rendeu mais de 74 mil tuítes.

O anúncio da Budweiser, que conta a história do imigrante Adolphus Busch, cofundador da Anheuser-Busch, e o da 84 Lumber, empresa de material de construção da Pensilvânia, também ficaram entre os mais comentados --este último teve uma versão inicial rejeitada pela rede Fox por mostrar um muro de fronteira.

 

Dados da Amobee mostraram que a reação aos anúncios foi positiva.

Os anunciantes vinham se questionando sobre como chegar aos consumidores no clima político do governo Trump, já que as atitudes cada vez mais partidárias dos espectadores tornam mais difícil fazer marketing para uma audiência ampla.

A divisão instaurada no país aumentou a pressão sobre os anunciantes responsáveis pelas campanhas de algumas das maiores marcas dos EUA, que normalmente evitam a política por medo de aborrecer os consumidores.

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