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Funcionário de obra da Tóquio-2020 morreu "excesso de trabalho", dizem pais

David Ramos/Getty
Imagem: David Ramos/Getty

Do UOL, em São Paulo

20/07/2017 16h16

TÓQUIO (Reuters) - Os pais de um trabalhador no estádio olímpico do Japão que se suicidou solicitaram ao governo que reconheça o caso como "morte por excesso de trabalho", revelou uma autoridade na quinta-feira, com a mídia informando que ele trabalhou 200 horas extras um mês antes de sua morte.

Os trabalhos de construção do novo Estádio Nacional de Tóquio, principal obra das Olimpíadas de Verão de 2020, começaram em dezembro de 2016 após um atraso de quase um ano devido à rejeição do projeto original em um movimento de redução de custos. A obra está programada para ser concluída em novembro de 2019.

"Podemos confirmar que os pais de um homem de 23 anos de idade que cometeu suicídio solicitaram compensação por 'acidente de trabalho', disse um representante da divisão de Tóquio do Departamento de Inspeção das Leis de Trabalho, recusando-se a dar detalhes devido à privacidade.

O Japão reconhece oficialmente dois tipos de "karoshi", como as mortes por excesso de trabalho são conhecidas: doenças cardiovasculares ligadas ao excesso de trabalho e suicídio após o estresse mental relacionado ao trabalho.

No primeiro ano na função, o homem havia trabalhado mais de 200 horas extras no mês anterior ao suicídio, informou a imprensa japonesa, segundo declarações de Hiroshi Kawahito, advogado da família.

Os atrasos intensificaram a pressão para o cumprimento de prazos de construção, acrescentou Kawahito. "Estou tirando o dia de folga", disse o jovem, antes de desaparecer em março, um mês antes da descoberta de seu corpo e uma nota de suicídio. Kawahito não respondeu imediatamente aos pedidos de confirmação das informações.

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