Esporte

Com país suspenso, 19 russos disputarão Mundial de Atletismo como neutros

01/08/2017 10h36

ATLETISMO-RUSSIA:Com país suspenso, 19 russos disputarão Mundial de Atletismo como neutros

Por Gabrielle Tetrault-Farber

MOSCOU (Reuters) - Se o corredor russo Sergey Shubenkov mantiver seu título mundial dos 110 metros com barreiras em Londres na semana que vem, não subirá ao pódio ao som do hino nacional de seu país.

Shubenkov e 18 compatriotas competirão como atletas neutros no próximo Mundial, a maior competição internacional de atletismo a incluir russos desde que a federação do país foi suspensa quase dois anos atrás devido a um relatório independente da Agência Mundial Antidoping (Wada) que expôs um amplo programa de doping patrocinado pelo Estado.

"Quero que tudo seja como em 2015", disse Shubenkov, referindo-se à medalha de ouro que conquistou nos 110 metros com barreiras no último Mundial, em Pequim.

Como a federação continua suspensa, dezenas de russos foram liberados para competir internacionalmente depois de demonstrarem à Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf) que seu ambiente de treinamento cumpre os padrões antidoping exigidos.

Embora algo parecido com uma delegação russa esteja voltando à arena mundial depois de perder a Olimpíada do Rio de Janeiro de 2016, os atletas russos presentes na capital inglesa não poderão usar os símbolos e cores de sua nação, nem mesmo em faixas de cabeça ou esmaltes de unha.

Em geral, as autoridades da Rússia, que negaram veementemente a existência de doping com patrocínio estatal, vêm aceitando os esforços dos atletas para competirem como neutros.

"Todos entendem quem eles estão representando", disse o ministro dos Esportes, Pavel Kolobkov, aos repórteres no campeonato nacional de atletismo da Rússia na semana passada.

"Será difícil para os atletas competirem porque são patriotas".

Muitos dos russos que competirão em Londres dizem que a ausência de sua bandeira é um aborrecimento menor, que nem diminui o amor por seu país nem afeta sua concentração.

"Tento não pensar nisso, não dar nenhuma importância a isso", disse Shubenkov.

A campeã mundial de salto em altura, Maria Lasitskene --cuja melhor marca, um salto de 2,06 metros registrado no mês passado, ficou três centímetros abaixo do recorde mundial-- disse que a possibilidade de manter o título é mais importante do que as cores que usará.

"Estou competindo como neutra, mas o mais importante para mim é mostrar resultados, defender meu título", afirmou.

Os atletas russos liberados pela Iaaf dizem que o longo afastamento das competições internacionais afetou tanto seu desenvolvimento quanto seus rendimentos.

"É difícil se motivar quando você está competindo contra aqueles com quem treina todo dia", disse a velocista Kseniya Aksyonova, que foi liberada pela Iaaf para competir, mas só conseguiu cumprir as exigências de inscrição para o mundial após o prazo, à Reuters.

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