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Dirigente preso durante Rio-16 servia de fachada para revendedora banida

AFP PHOTO / Jack GUEZ
Patrick Hickey, irlandês preso por envolvimento com máfia de ingressos da Rio-2016 Imagem: AFP PHOTO / Jack GUEZ

Conor Humphries

14/08/2017 18h43

O agente no centro de um suposto esquema de transferência ilegal de ingressos da Irlanda para venda para os Jogos Olímpicos Rio 2016 não era "autêntico" e foi usado para esconder o envolvimento da revendedora de ingressos banidas THG, informou nesta segunda-feira o governo irlandês em relatório.

O movimento olímpico foi abalado durante os Jogos do Rio quando a autoridade mais alta da Europa, o chefe do Conselho Olímpico da Irlanda (OCI), Patrick Hickey, foi preso em uma operação durante o amanhecer em um luxuoso hotel pela polícia que investigava o suposto esquema.

A polícia brasileira acusou Hickey de operar a quadrilha com a PRO10 Sports Management, sediada em Dublin, para transferir ingressos destinados para uso do Comitê Olímpico Irlandês, e não autorizados para venda, para a companhia internacional THG Sports.

Hickey foi libertado sob fiança em dezembro. Todos os envolvidos negam qualquer ato irregular.

Um relatório encomendado pelo governo irlandês após o escândalo informou nesta segunda-feira acreditar que a PRO10 era efetivamente uma fachada para a THG, que havia sido banida pelos organizadores da Rio 2016.

"Parece que a PRO10 não era uma autêntica Revendedora Autorizada de Ingressos (ATR), mas seu envolvimento disfarçou o contínuo papel da THG e Marcus Evans como a real ou de facto ATR", informou o juiz Carroll Moran no relatório.

Evans é um empresário britânico cuja companhia homônima controla a THG.

O relatório cita a assistente pessoal de Hickey, Linda O'Reilly, como tendo dito que "parece que a PRO10 era efetivamente uma frente ou fachada para permitir que Marcus Evans e a THG continuassem no quadro".

A THG informou em comunicado estar satisfeita que, em todos os momentos, "agiu conforme a lei em relação à Olimpíada do Rio, ou qualquer outra Olimpíada", mas se negou a dar mais comentários.

Hickey, de 72 anos, disse em comunicado que havia recebido conselhos legais para não cooperar com o relatório a fim de evitar se prejudicar em relação à investigação criminal no Brasil, mas disse que o relatório continha "imprecisões significativas".

Ele acrescentou estar "totalmente confiante" de que será inocentado de todas as acusações.

A substituta de Hickey como presidente do OCI, Sarah Keane, disse a jornalistas que o relatório "não foi uma leitura fácil", mas que não confirmou ou rejeitou a possibilidade de que atividade criminal aconteceu.

A THG foi a revendedora de ingressos oficial da Irlanda para os Jogos de Londres, em 2012, e Sochi, em 2014.

Mas o Comitê Organizador Rio 2016 rejeitou a candidatura da THG como revendedora para os Jogos de 2016, dizendo que o fato da empresa já estar vendendo pacotes de hospitalidade no Brasil quebravam as regras.

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