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Uefa aponta "equilíbrio competitivo" como maior desafio do futebol europeu

Tony OBrien/Reuetrs
Aleksander Ceferin, presidente da Uefa Imagem: Tony OBrien/Reuetrs

04/09/2017 19h34

GENEBRA (Reuters) - Evitar uma diferença crescente entre os clubes ricos e o restante é a questão fundamental no futebol europeu, disse o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, nesta segunda-feira (4).

A questão ganhou destaque no ano passado, quando a Uefa, com o apoio da Associação de Clubes Europeus (ECA, na sigla em inglês), introduziu mudanças na Liga dos Campeões, o que reduzirá o número de vagas na fase de grupos atribuídas a equipes de ligas menores da Europa.

A decisão foi tomada em meio a sugestões de que os grandes clubes estavam considerando uma Superliga separada.

"Vamos colocar nossas cartas na mesa e sermos honestos com nós mesmos: o maior desafio ao longo dos próximos anos será equilíbrio competitivo", disse Ceferin na assembleia geral da ECA.

"Como podemos continuar a desenvolver o futebol na Europa e evitar o alargamento do enorme fosso entre os mais poderosos e os restantes? Essa é a questão de milhões de dólares."

"Eu sou pragmático, estou aberto a qualquer sugestão prática que possa beneficiar o futebol europeu", acrescentou.

Ceferin disse que ficou satisfeito por ter falado na ECA sobre "ideias como limites de salários, impostos de luxo, limites de elenco e até mesmo reformar o sistema de transferência" nos últimos meses.

"Se esta é a direção que precisamos seguir, nós vamos", acrescentou.

Ceferin, eleito presidente da Uefa em setembro do ano passado após as mudanças terem sido aprovadas, admitiu que criaram "alguns mal-entendidos e frustrações para alguns".

O advogado esloveno também insistiu que a Uefa vai cumprir as suas regras de equilíbrio conhecidas como Fair Play Financeiro. O controle financeiro da Uefa começou na semana passada a investigar se os gastos do Paris Saint-Germain infringiram as regras.

O atacante Neymar trocou o Barcelona pelo PSG no mês passado, depois que o time francês pagou a multa rescisória de 222 milhões de euros.

"A credibilidade da Uefa e do futebol depende de nós, ao garantir que as regras em vigor sejam respeitadas. Ninguém está acima da lei", disse Ceferin.

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