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ONGs se queixam ao COI por histórico ambiental dos Jogos de Tóquio

11/09/2017 18h26

OLIMP-COI-AMBIENTALISTAS:ONGs se queixam ao COI por histórico ambiental dos Jogos de Tóquio

Por Karolos Grohmann

LIMA (Reuters) - Dezenas de grupos ambientalistas criticaram duramente nesta segunda-feira os organizadores dos Jogos de Tóquio, em 2020, por suposta exploração de florestas tropicais, reivindicando que isto também possivelmente impulsionou violações de direitos humanos.

Em carta aberta ao Comitê Olímpico Internacional (COI), que está reunido na capital peruana, 47 ONGs, incluindo o Greenpeace, disseram que há crescentes evidências de que os Jogos de Tóquio estão usando madeira associada à exploração ilegal e violações de direitos humanos e trabalhistas.

    As ONGs acrescentaram que organizadores não foram transparentes sobre a origem da madeira usada em projetos de construção para os Jogos.

    “Crescente evidência de que a (Olimpíada) Tóquio 2020 está explorando florestas tropicais e possivelmente impulsionando violações de direitos humanos está prejudicando o comprometimento olímpico com sustentabilidade e respeito à dignidade humana”, disseram.

    “Insistimos que o Comitê Olímpico Internacional e autoridades da Tóquio 2020 divulguem imediatamente a rede de fornecimento de madeira associada à Olimpíada Tóquio 2020, incluindo a origem e o volume de toda a madeira tropical usada, e parem com o uso de madeira de florestas tropicais e outras fontes de alto risco.”

    Organizadores dos Jogos de Tóquio não puderam ser imediatamente contatados para comentários.

    As preparações para a Olimpíada de Tóquio estão longe de tranquilas, com custos de projetos inchados em mais de 26 bilhões de dólares, embora organizadores tenham reduzido este valor para 16,8 bilhões no final do ano passado.

    “Infelizmente, as autoridades da Tóquio 2020 têm sido reservadas sobre a madeira usada para a Olímpiada de Tóquio e têm falhado em tomar ações suficientes para mitigar o risco de usar madeira tropical ilegal e insustentável”, segundo a carta.

    O grupo de signatários, que inclui o Centro para Lei Ambiental Internacional, nos Estados Unidos, e a Sociedade para Pesquisa Ambiental, na Alemanha, disse que fornecimento de provedores controversos, com um histórico de destruição de florestas tropicais e violação de práticas madeireiras, é uma contradição aos comprometimentos e valores olímpicos.

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