Esporte

Trump critica NFL por protestos em hino nacional e diz que ato não tem a ver com racismo

25/09/2017 20h09

EUA-TRUMP-NFL-NAORACISMO:Trump critica NFL por protestos em hino nacional e diz que ato não tem a ver com racismo

Por Scott Malone

BOSTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve sua batalha verbal com a Liga Nacional de Futebol Americano (NFL) sobre jogadores que ajoelham durante o hino nacional, dizendo nesta segunda-feira que os atos de protesto não tinham a ver com racismo.

Dezenas de jogadores, técnicos e até mesmo donos de equipes da NFL se juntaram durante partidas no domingo ao protesto silencioso contra o pedido de Trump para que donos demitam jogadores que não ficarem de pé durante o hino nacional norte-americano.

“A questão de se ajoelhar não tem nada a ver com raça. É sobre respeito ao nosso país, bandeira e hino nacional. A NFL deve respeitar isto!”, disse Trump em publicação no Twitter.

Trump começou sua batalha com a liga esportiva profissional de maior arrecadação dos Estados Unidos em um comício na sexta-feira, quando disse que qualquer jogador que aderir ao protesto é um “filho da puta” que deve ser “demitido”.

Ele foi criticado por diversas áreas do mundo esportivo.

“A infantilidade, a gratuita propaganda do medo e a atormentação de raça se tornou tão consistente que nós quase esperamos isto, o nível foi abaixado até o momento”, disse o técnico do time de basquete San Antonio Spurs, Gregg Popovich, a repórteres. “Eu não fazia ideia que morava em um país onde o presidente iria falar algo assim”.

O chefe do Comitê Olímpico dos Estados Unidos falou a favor dos manifestantes em jogos da NFL.

“Os atletas que vocês veem protestando estão protestando porque amam seu país”, disse o chefe-executivo do comitê, Scott Blackmun, a repórteres em Park City, Utah. “Nós apoiamos totalmente que nossos atletas e todos se expressem.”

As regras do Comitê Olímpico Internacional proíbem “demonstrações de propaganda política, religiosa ou racial” em locais olímpicos.

A controvérsia destacou uma profunda divisão política que a eleição de Trump expôs na sociedade norte-americana.

O ex-jogador de futebol americano do San Francisco 49ers Colin Kaepernick começou a se ajoelhar durante o hino nacional em protesto à brutalidade policial e desigualdades raciais no ano passado. Nenhuma equipe da NFL contratou Kaepernick para esta temporada.

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