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Tite não aceita entrega que não seja total, diz auxiliar técnico Sylvinho

09/03/2018 14h53

FUT-TITE-SYLVINHO-ENTREVISTA:Tite não aceita entrega que não seja total, diz auxiliar técnico Sylvinho

Por Tatiana Ramil

SÃO PAULO (Reuters) - O técnico Tite exige entrega total dos profissionais que trabalham com ele para conseguir extrair o melhor de cada um, procurando destacar o aspecto humano nas relações, afirmou o auxiliar técnico Sylvinho, que a menos de quatro meses da Copa do Mundo na Rússia tem feito observações de jogadores brasileiros na Europa.

Para Sylvinho, que trabalhou com Tite no Corinthians e é auxiliar da seleção brasileira desde que ele assumiu o comando da equipe, em 2016, o técnico do Brasil é altamente exigente no trabalho.

"Estamos falando de uma pessoa muito exigente e muito talentosa que não abre mão do lado humano, além de aguçar a busca pela excelência. Em poucas palavras, é um estresse maravilhoso trabalhar com o Tite", disse Sylvinho em entrevista à Reuters.

Reconhecido pelo bom trato com os jogadores, Tite assumiu a seleção em crise e a levou ao primeiro lugar disparado nas eliminatórias para o Mundial da Rússia após uma sequência de vitórias.

Ex-jogador de Corinthians, Arsenal, Celta de Vigo, Barcelona e Manchester City, além da seleção brasileira, Sylvinho diz que tem uma relação de confiança com o técnico do Brasil, e utiliza os conhecimentos adquiridos dentro de campo como atleta para ajudar Tite na observação e principalmente nos treinos.

"É parte do desafio externar toda uma experiência de campo que eu tive em informações práticas. Sou encorajado por ele, que não aceita uma entrega que não seja total. Tenho certeza absoluta que ele está extraindo o melhor de mim", declarou o ex-lateral-esquerdo.

Neste mês, o auxiliar assistiu a partidas no futebol europeu, incluindo os confrontos pela Liga dos Campeões entre Tottenham x Juventus e Paris Saint-Germain x Real Madrid.

Sylvinho explicou que o monitoramento dos jogadores brasileiros está sendo feito com muito rigor, com o objetivo de facilitar a programação antes do Mundial. "É fundamental esse

trabalho, traz confiança para planificar o período de treinamentos."

Um dos desafios da comissão técnica será a recuperação dos jogadores, que em sua maioria atuam na Europa e estarão no fim

da temporada, disse Sylvinho, explicando que haverá distribuição de cargas diferentes para os atletas que jogam no Brasil e estarão na metade da temporada.

Questionado sobre a situação do atacante Neymar, que passou por uma cirurgia no pé dia 3 de março e ficará até três meses afastado dos gramados, o auxiliar técnico preferiu não comentar.

ADVERSÁRIOS ORGANIZADOS

A seleção brasileira estreia no Grupo E da Copa do Mundo contra a Suíça, no dia 17 de junho, em Rostov, e na sequência enfrenta Costa Rica, no dia 22, em São Petersburgo, e Sérvia, dia 27, em Moscou.

Sylvinho prevê três partidas com características diferentes para a seleção na Rússia, porém destacou a organização dos três adversários na primeira fase.

De acordo com o auxiliar, a Suíça é uma equipe organizada taticamente, que joga em linha de 4 defensores e um meio-campo e

ataque com boa mobilidade e qualidade. 

Da Costa Rica, ele espera um desenho tático em linha de 5 defensores, "organizados e dificultando as ações ofensivas dos adversários". Já a Sérvia, segundo ele, é "um misto de qualidade técnica individual com organização tática".

Ex-auxiliar técnico da Inter de Milão, Sylvinho terá na Copa do Mundo seu maior desafio profissional, numa competição que, para ele, "não permite praticamente erros, que pune a falta de atenção e concentração, ainda que seja mínima".

Na próxima segunda-feira Tite convocará a seleção para os amistosos deste mês contra Rússia e Alemanha, nos dias 23 e 27.

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