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Liberty Media revela seus planos para a F1 depois de 2020

06/04/2018 13h48

F1-LIBERTYMEDIA-PLANOS-2020:Liberty Media revela seus planos para a F1 depois de 2020

Por Abhishek Takle

MANAMA (Reuters) - A empresa que detém os direitos comerciais da Fórmula 1 apresentou planos para uma reformulação do esporte a partir de 2021, como motores mais baratos e simples, a adoção de um teto de gastos e uma distribuição mais equilibrada da renda.

A Liberty Media, que adquiriu os direitos em janeiro do ano passado, reuniu-se com chefes de equipe e com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) no circuito de Sakhir antes do primeiro treino desta sexta-feira para o Grande Prêmio do Barein.

Não houve resposta imediata da Mercedes e da Ferrari, as maiores e mais ricas equipes, que nos últimos meses expressaram preocupações com o rumo do esporte.

A Ferrari, que desfruta de privilégios financeiros especiais e poder de veto das regras, vem alertando reiteradamente que pode se desligar se não gostar do que for oferecido.

"As equipes têm que assimilar as propostas que fizemos", disse à Reuters o diretor-gerente de esportes automobilísticos da Fórmula 1, Ross Brawn, ex-diretor técnico da Ferrari e ex-chefe da Mercedes.

"Acho que foram todas aceitas com boa vontade", afirmou.

"Não há dúvida de que haverá opiniões diferentes. Acho que todos, todas as equipes, estão satisfeitos de verem o panorama delineado completamente sobre alguns elementos cruciais".

A Fórmula 1 disse que os motores futuros precisam ser "mais baratos, mais simples, mais ruidosos, ter mais potência e reduzir a necessidade de penalidades no grid".

Eles também precisam ser relevantes para as montadoras e híbridos, e as regras têm que ser atraentes para novos participantes.

Quanto ao tema espinhoso dos custos, a F1 disse que "a maneira como você gasta o dinheiro deve ser mais decisiva e importante do que quanto dinheiro você gasta".

Entretanto não foram dados detalhes sobre qualquer teto, mas reportagens falam de uma cifra anual de 150 milhões de dólares, acima do que muitas equipes gastam, mas muito abaixo dos orçamentos dos maiores construtores.

A F1 disse que a distribuição futura da renda deve ser "mais equilibrada, baseada na meritocracia do desempenho atual e que recompense o sucesso para as equipes e os detentores dos direitos comerciais".

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