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Blatter lembra "Jogo da Vergonha" e critica grupos com 3 seleções na Copa

Arnd Wiegmann/Reuters
Imagem: Arnd Wiegmann/Reuters

11/04/2018 12h43

Ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter ainda tem palavra forte no universo da entidade máxima do futebol. Frente às propostas de seu sucessor Gianni  Infantino para a Copa do Mundo, o suíço mostra preocupação com a divisão das seleções em grupos de três a partir da edição de 2026.

"Veremos o que acontecerá com 48 times, mas uma coisa não pode ser desfeita: jogar em grupos de três, porque tivemos este problema na Espanha em 1982", lembra o ex-presidente da Fifa.

Ele se refere ao "pacto de não agressão" entre Alemanha Ocidental e Áustria na última rodada da fase de grupos. Uma vitória alemã por 1 a 0 beneficiaria ambas as seleções, que passariam à fase seguinte, e eliminaria a Argélia. Foi justamente o que aconteceu: após o gol de Hrubesch aos dez minutos, os times visivelmente se desinteressaram da partida até o apito final. O duelo passou a ser conhecido como "Jogo da Vergonha".

O paralelo traçado por Blatter com a proposta de grupos de três seleções tem a ver justamente com a possibilidade de resultados combinados, chance que é muito menor no atual formato (chaves com quatro seleções).

Blatter ainda mostra-se chocado com o novo modelo de escolha de candidaturas de países-sede do Mundial. A partir deste ano, a escolha se dará no Congresso da Fifa apenas após as candidaturas passarem por uma inspeção técnica de uma força-tarefa de cinco homens, que tem poder para desclassificar uma proposta que não seja considerada viável. Para 2026, há candidaturas de Marrocos e outra conjunta entre Estados Unidos, Canadá e México.

O suíço disse temer "que exista um movimento" por meio do qual uma "força-tarefa especial" receberá poder "para decidir quem será candidato ou não". "Isto não é possível", acrescentou. "Não se pode negar a uma das candidatas (a chance de) ir ao Congresso. Este é um princípio e me atenho a este princípio... fiquei chocado", diz Blatter, que em 2015 foi banido do esporte por seis anos por conduta antiética. Ele nega qualquer irregularidade e acredita que conseguirá reverter a suspensão.

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