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Força mental da Suíça foi essencial para virar jogo, diz técnico

22/06/2018 19h57

FUT-COPA-SUICA-FORCAMENTAL:Força mental da Suíça foi essencial para virar jogo, diz técnico

KALININGRADO, Rússia (Reuters) - A atitude da Suíça de nunca desistir e a vontade de vencer foram essenciais para dar a volta por cima em uma partida em que a equipe foi atacada pela Sérvia por grande parte do primeiro tempo, disse nesta sexta-feira o técnico da Suíça, Vladimir Petkovic.

A Suíça derrotou a Sérvia por 2 x 1 em um confronto em Kaliningrado pelo Grupo E da Copa do Mundo, graças a dois gols no segundo tempo de Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri, após entrarem no segundo tempo em desvantagem, em uma das partidas mais eletrizantes até o momento na competição.

A partida foi disputada em um ritmo intenso, com a Sérvia dominando grande parte do primeiro tempo. Mas a Suíça entrou com força na segunda etapa e colocou a Sérvia contra a parede.

“Eu honestamente me sinto completamente exausto”, disse Petkovic. “Foi uma partida interessante, para dizer o mínimo. Nós tivemos um passeio na montanha russa. Eles abriram 1 x 0 e nós encontramos nosso equilíbrio no segundo tempo.”

“Nós queríamos lutar contra a Sérvia, mas inicialmente nós tivemos problemas com isso”, disse.

“O que importa é que nós desenvolvemos esta mentalidade vencedora mesmo quando estamos atrás. Nós sempre encontramos uma reação, e isto é uma característica importante e positiva do meu time”, disse o técnico.

A vitória coloca a Suíça em uma forte posição para se classificar no Grupo E, após empate em 1 x 1 com o pentacampeão Brasil. Ambos possuem quatro pontos, enquanto a Sérvia tem três.

Os suíços enfrentam em sua última partida na fase de grupos a Costa Rica, já eliminada do torneio, enquanto a Sérvia possui a aterrorizante tarefa de ter que derrotar o Brasil.

Perguntado sobre o que disse a seus jogadores no intervalo, Petkovic disse: “Um diálogo saudável, um monólogo, se preferir, foi certamente parte disto. Eu disse a eles que não ficaria contente com um empate”.

“Após o primeiro tempo, ninguém acreditava que nós poderíamos dar a volta por cima. Mesmo quando estávamos atrás, nós mantivemos a cabeça erguida”, disse.

O técnico também dispersou perguntas sobre as comemorações dos jogadores que marcaram gols, ambos de descendência albanesa. Alguns interpretaram seus gestos como uma exibição de nacionalismo mirando os sérvios.

“É claro que a emoção se mostra e eu acho que nós todos juntos precisamos nos afastar da política e focar neste esporte como um belo jogo que une as pessoas”, afirmou.

(Reportagem de Angus MacSwan)

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