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Acabaram as comemorações com conotação política, prometem jogadores suíços

26/06/2018 15h36

FUT-COPA-SUICA-POLITICA:Acabaram as comemorações com conotação política, prometem jogadores suíços

Por Mark Gleeson

NIZHNY NOVGOROD, Rússia (Reuters) - Jogadores suíços não vão mais festejar gols com comemorações com contação política na Copa do Mundo, disse o meio-campista Valon Behrami, depois que seus colegas de seleção Granit Xhaka e Xherdan Shaqiri foram multados, mas escparam de suspensões, por conta das comemorações dos gols que marcaram na vitória contra a Sérvia.

Mas essa promessa acontece apenas porque é improvável que a Suíça volte a enfrentar a Sérvia nesta Copa do Mundo.

"Não vai mais acontecer no futuro, porque não vai haver um jogo como aquele de novo. Para nós agora é caso encerrado", disse Behrami em entrevista coletiva nesta terça-feira durante os preparativos da Suíça para enfrentar a Costa Rica na última partida da equipe pelo Grupo E, na quarta-feira.

Os suíços precisam de um empate em Nizhny Novgorod para avançar às oitavas de final.

Xhaka e Shaqiri foram multados em 10 mil francos suíços (10 mil dólares) cada e foram advertidos pela Fifa, mas escaparam de suspensões, por conta de suas comemorações na vitória por 2 x 1 na sexta-feira.

Os dois, que são de etnia albanesa e de ascedência do Kosovo, comemoraram seus gols com um gesto com as mãos que aparentemente fez referência à águia de duas cabeças presente na bandeira da Albânia. Existem sete jogadores no elenco suíço na Copa que têm raízes na ex-Iugoslávia, além do técnico Vladimir Petkovic.

A Sérvia se recusa a reconhecer a independência de sua ex-província do Kosovo, cuja população de 1,8 milhão de pessoas é majoritariamente de etnia albanesa. Kosovo declarou independência há 10 anos e a Sérvia se opôs à entrada kosovar como membro da Fifa.

A Fifa e a Uefa garantem que Sérvia e Kosovo não se enfrentem quando organizam sorteios de competições.

"É claro que estamos felizes que ninguém foi suspenso, mas é uma questão que vai muito mais profundo e devemos gastar um pouco mais de tempo (discutindo-a), mas agora não é a hora certa", disse Behrami, que nasceu no Kosovo.

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