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África pode deixar Copa da Rússia com pior desempenho em Mundiais desde 1982

27/06/2018 11h44

FUT-COPA-AFRICA:África pode deixar Copa da Rússia com pior desempenho em Mundiais desde 1982

Por Mark Gleeson

NIZHNY NOVGOROD, Rússia (Reuters) - Se o Senegal não segurar a Colômbia em sua última partida da fase de grupos na quinta-feira e for eliminado da Copa do Mundo da Rússia, todos os cinco representantes da África estarão fora do torneio, o pior desempenho do continente desde o Mundial de 1982 na Espanha.

Egito, Marrocos, Nigéria e Tunísia já foram eliminados, e se o Senegal perder para os colombianos em Samara pelo Grupo H e o Japão evitar uma derrota para a Polônia no mesmo horário, a participação africana na Rússia chegará a um fim repentino.

Em todos os Mundiais desde a edição de 1986 no México, ao menos um país africano foi à fase de mata-mata -- mesmo quando só havia três seleções da África na disputa.

A África passou a ter direito a cinco vagas quando a Copa do Mundo foi ampliada para 32 times na França em 1998, e quando a África do Sul sediou a competição de 2010 tinha seis times em campo.

Gana, que desfrutava de grande apoio popular, chegou muito perto de uma vaga nas semifinais, mas todos os outros foram despachados cedo.

Argélia e Nigéria avançaram no Brasil quatro anos atrás, mas a leva mais recente de seleções africanas teve um desempenho mais fraco.

O Marrocos foi elogiado, mas só conseguiu um ponto, e os nigerianos foram eliminados em uma partida dramática contra a Argentina na terça-feira.

Egito e Tunísia, porém, saíram do páreo depois de só dois jogos.

O Senegal, que tem quatro pontos de seus dois primeiros jogos, pode remediar a situação, mas mesmo que avance seu desempenho será insuficiente para dar força aos pedidos de maior representação africana em torneios futuros.

Com 54 países-membros, a África só tem uma nação a menos do que a Uefa, a entidade que governa o futebol europeu, mas a Europa tem a maior quantidade de times na Copa do Mundo -- 14, incluindo a anfitriã Rússia na edição deste ano.

A Copa do Mundo de 2026, que será sediada na América do Norte com 48 seleções, terá nove times da África, ainda muito menos do que os 16 do Europa.

Os países africanos costumavam apontar para esse desequilíbrio, que consideravam injusto, mas este argumento foi abandonado sem alarde porque os resultados não justificam um clamor por maior representação do continente, e até agora parece improvável que a atuação dos africanos na Rússia possa mudar esta situação.

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