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10/12/2007 - 16h47

Astro de futebol americano pega 23 meses de prisão por briga de cães

Das agências internacionais
Em Atlanta (EUA)
PROTESTOS FORA DO TRIBUNAL
Reuters
A audiência final do caso gerou protestos fora do tribunal. Às 8 horas da manhã, cerca de 50 ativistas de organizações contra os maus tratos de animais já protestavam contra o jogador. Cerca de 12 pessoas ostentavam cartazes com a foto de pit-bulls machucados após brigas.

"Queremos ter certeza que o foco da crueldade contra animais não seja perdido nesse caso", explicou Dan Shannon, porta-voz da organização Povo pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta, da sigla inglesa).

Uma das manifestantes, Julia Novak, levou seu cachorro, Frankie (foto), ao tribunal. Ele vestia um cartaz dizendo: "Quem promove briga de cachorros usa cachorros como eu para atiçar os que vão brigar".
Estrela do Atlanta Falcons, o quarterback Michael Vick foi senteciado nesta segunda-feira a 23 meses de prisão por sua participação em um escândalo envolvendo briga de cães, apostas ilegais e maltrato a animais. O jogador de futebol americano, porém, deve sair da prisão em cerca de três meses, já que a pena pode ser reduzida por bom comportamento.

Vick poderia ter pego até cinco anos de prisão, mas fez um acordo com promotores federais para ter sua pena amenizada. Em troca, o jogador se declarou, em agosto, culpado no caso e se apresentou para cumprir a pena em novembro, antes do final do julgamento.

Durante a audiência desta segunda, Vick pediu desculpas ao tribunal e à família. O juiz que cuida do caso, Henry E. Hudson, disse que Vick "devia se desculpar com todos os jovens que o idolotravam".

Segundo o jogador, ele tomou algumas más decisões em sua vida e, "por causa delas, estou disposto a arcar com as seqüências e aceito a responsabilidade pelas minhas ações".

O quarterback, que está suspenso pela NFL e não recebe salários, admitiu ter bancado a "Bad Newz Kennels", uma operação que promovia brigas de cachorros, e emprestado dinheiro para a rede de apostas ilegais nas brigas. Ele ainda disse que ajudou a matar até oito cães em sua propriedade rural, na Virginia.

As investigações começaram quase por acaso no sítio de Vick. A polícia entrou no local por causa de um primo de Vick, acusado de tráfico de drogas. No sítio, porém, encontraram dezenas de cães da raça pit-bull e uma série de equipamentos usados em brigas de cães.

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