UOL Esporte UOL Esporte
UOL BUSCA

02/09/2008 - 09h01

Donizete Pantera agora ataca de agenciador de talentos

Luciano Paiva, especial para o Pelé.Net

RIO DE JANEIRO - Um homem decidido a ajudar menores carentes. Após 22 anos de carreira profissional pelos gramados do Brasil e do mundo, títulos de expressão e muitas histórias para contar, Osmar Donizete Cândido, o Donizete, trabalha diariamente na tentativa de proporcionar uma vida melhor àqueles que não tiveram maiores oportunidades.

Aos 40 anos, o ex-atacante de grandes clubes do futebol brasileiro dedica-se à Fundação Pantera Negra, que cuida de jovens no Rio de Janeiro, e ao agenciamento de revelações do futebol.

Folha Imagem/Arquivo
Donizete fez história no ataque do Vasco
LEIA MAIS SOBRE O VASCO
No entanto, mesmo aposentado desde 2005 - defendeu a equipe do Macaé na Segunda Divisão do Campeonato Carioca -, Donizete destaca que já começou a se movimentar para voltar aos gramados. Mas não como atleta.

No futuro, seu objetivo é o de seguir a carreira de técnico, provavelmente com o foco voltado para o garimpo de promessas para os grandes clubes do futebol brasileiro.

"Fiz dois cursos preparatórios. Já andei conversando com o Roberto Dinamite, presidente do Vasco, e deixamos algumas coisas encaminhadas neste sentido. Não deverá ser agora, mas dentro de algum tempo, quero começar a fazer uma espécie de estágio nas categorias de base, um laboratório", disse, emendando.

"Além do Vasco, passei pelo Botafogo também e deixei as minhas referências. Trabalho como empresário de jogadores que não são famosos. No momento, procuro dar uma boa orientação aos meus filhos, pois acredito no potencial deles no futebol", revelou.

Títulos e decepção

Ídolo de duas grandes torcidas do futebol carioca, o Pantera relembra suas conquistas pelo Botafogo e pelo Vasco. Defendendo o Glorioso de General Severiano, em 1995, Donizete formou com Túlio Maravilha uma das duplas mais eficientes do Campeonato Brasileiro na conquista daquele nacional.

Folha Imagem/Arquivo
Atacante era conhecido como Pantera
VASCO COMEMORA 10 ANOS DE 1998
Três anos depois, já vestindo a camisa do Vasco, ele foi peça fundamental na vitoriosa campanha do Gigante da Colina na Libertadores da América, dessa vez tendo ao seu lado o oportunista Luizão.

"Todos os meus títulos foram importantes. Mas posso destacar um em especial, o do Botafogo. Retornei ao Brasil naquele ano de 1995 e tive a oportunidade de participar da única conquista de título brasileiro do clube. Eu e o Túlio, que estava em uma fase impressionante e foi o meu melhor companheiro de ataque, fizemos gols de tudo quanto foi jeito", disse.

"Mas é lógico que a Libertadores pelo Vasco também foi marcante. Lembro que, na final contra o Barcelona, do Equador, fiz um gol. No México, pelo Tecos, minha passagem por lá foi ótima também, pois fiz o gol do título que eles nunca tinham conquistado", relembrou o jogador, que foi campeão paulista em 1997, pelo Corinthians, e defendeu a seleção brasileira.

Em 95, foi dele o gol em um amistoso contra a Argentina, no Monumental de Nuñes, a última vitória as seleção brasileira em território argentino. E por falar em seleção, Donizete não consegue esconder a sua maior mágoa: não ter participado do grupo que foi à Copa do Mundo de 1998, na França. Segundo ele, aquela temporada foi uma das maiores de sua carreira.

"Eu fiz parte da maioria das convocações do Zagallo naquela época. Estava jogando bem, minha fase pelo Vasco ajudava muito e realmente tinha me convencido que finalmente iria disputar um Mundial. Mas depois, quase perto do anúncio da lista definitiva, o Bebeto ganhou o meu lugar, e olha que ele nem estava sendo tantas vezes convocado", lamentou

"Depois, aconteceu a lesão que resultou no corte do Romário. Aí, dessa vez, pensei que voltariam a lembrar de mim. Que nada, preferiram levar o Emerson, que era um cabeça-de-área. Então posso dizer que não ter participado da Copa do Mundo de 98 foi a maior decepção da minha vida", finalizou o ex-jogador.

Hospedagem: UOL Host