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17/06/2009 - 12h29

Perguntas do COI consolidam Copa como maior entrave da Rio-2016

Das agências internacionais
Em Lausanne (SUI)*
O Rio de Janeiro começou a sentir efetivamente nesta quarta-feira que a Copa do Mundo de 2014 no Brasil poderá ser seu grande entrave na tentativa de abrigar os Jogos Olímpicos de 2016.

APRESENTAÇÃO DO RIO DE JANEIRO
EFE/Dominic Favre
Sérgio Cabral, governador do Estado do RJ, Nuzman e Eduardo Paes, prefeito do Rio, fazem sinal de vitória após a apresentação
AFP/Fabrice Coffrini
Comitiva da Rio-2016 teve de responder como o Brasil poderá sediar dois eventos grandiosos em um curso espaço de tempo
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Durante apresentação a 93 membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) em Lausanne, Suíça, a comitiva carioca, encabeçada pelo presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, teve de responder inúmeras questões sobre a capacidade do Brasil, estrutural e econômica, para sediar dois grandes eventos em um curto espaço de tempo.

Após a apresentação, o secretário-geral da candidatura brasileira, Calor Osório, afirmou que a comitiva já esperava por este assunto. "Isso nos deu a oportunidade de explicar a sinergia entre os dois acontecimentos", declarou Osório.

Por sua vez, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, minimizou a preocupação do COI. "Os números falam por si sós", sugeriu, referindo-se ao atual status da economia brasileira. "O Brasil tem uma economia estável. Os investimentos estão vindo".

Em sua edição de hoje, a Folha já publicava entrevista com um influente membro do COI, o israelense Alex Gilady, em que ele sinalizava a possibilidade de a Copa virar um obstáculo para a Rio-2016.

Enquanto isso, os problemas de segurança publica, ponto considerado como o mais grave da campanha do Rio, sequer foi citado pelos membros votantes. Ao todo, 12 perguntas foram feitas.

Para defender a candidatura, Nuzman recorreu a um argumento já utilizado em outros momentos: o jejum de cidades sul-americanas como sede dos Jogos Olímpicos.

APRESENTAÇÃO DAS RIVAIS
Chicago: Única das quatro cidades a não contar com dinheiro público em seu plano, Chicago, que concorre com Rio de Janeiro, Tóquio e Madri, teve de responder principalmente sobre como conseguirá acolher as Olimpíadas apenas com aporte privado. No final, a comitiva ainda contou com um apoio surpresa de Barack Obama. Leia mais
Tóquio: Em evento de pouco mais de 1h30, o grupo japonês reiterou que o ponto mais forte da campanha da capital japonesa é sua resistência à crise mundial, bem como suas garantias financeiras para a realização de uma segunda Olimpíada na cidade (a primeira ocorreu em 1964). Leia mais
Madri: Em sua apresentação, Madri usou e abusou dos vídeos. No primeiro deles, um passeio de helicóptero mostra as principais praças esportivas do projeto espanhol. De cada uma delas, esportistas mundialmente conhecidos mandam suas mensagens de apoio à campanha. Leia mais
QUEM DEVE GANHAR?
Conforme contou mais tarde Carlos Osório, Nuzman apresentou aos membros do COI um grande mapa-múndi pontuando todas as cidades que já abrigaram Olimpíadas. "E com uma grande zona em branco na América do Sul", detalhou o chefe-executivo. "Os membros do COI sorriram, e alguns até aplaudiram".

Esta não foi a primeira vez que o comitê carioca abordou este assunto. Da mesma maneira, a comitiva recorreu nesta quarta a seu principal cabo-eleitoral, o presidente Luis Inácio Lula da Silva, que, em vídeo, voltou a declarar seu apoio irrestrito à campanha.

O mandatário brasileiro fez questão de dizer que todas as garantias financeiras para o evento já estão programadas.

"Para o Brasil, sediar os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 não seria apenas uma grande honra, mas também seria um catalisador para uma transformação social do nosso país e do nosso contente", afirmou Lula. "É por isso que todo o pressuposto está assegurado. Os 700 milhões [de dólares] de suporte direto nos permitem ser conservadores no cálculo de recursos privados neste momento difícil", afirmou Lula.

O Rio de Janeiro fez sua apresentação após Chicago e Tóquio abrirem os trabalhos nesta quarta-feira. Madri foi a última cidade a participar do evento. A decisão final do COI será anunciada no dia 2 de outubro, em Copenhague, Dinamarca.

*Atualizada às 15h57

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