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02/10/2009 - 13h52

Promessas não cumpridas do Pan são desafios para o Rio até 2016

Lello Lopes
Em Copenhague (Dinamarca)
Os Jogos Pan-Americanos de 2007 serviram como base para a candidatura do Rio a sede da Olimpíada de 2016. Agora, após a cidade conquistar o direito de abrigar os Jogos, vai ter que provar que aprendeu com os erros cometidos dois anos atrás.

Alguns aspectos marcaram negativamente o Pan do Rio: o estouro do orçamento, as promessas não cumpridas no sistema de transporte e meio ambiente e o grave problema da venda de ingressos.

A gastança para colocar um Pan de "nível olímpico" de pé rendeu investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). Orçado em cerca de R$ 1 bilhão, os Jogos custaram cerca de cinco vezes mais.

Além disso, quando bateu San Antonio na disputa pela sede do Pan de 2007, o Rio fez promessas que não cumpriu. O projeto original previa a despoluição das lagoas de Jacarepaguá e Barra, mas pouca coisa foi feita. Além disso, a expansão do metrô e a linha de trem que ligaria a Barra da Tijuca ao aeroporto Santos Dumont nunca saíram do papel.

"Reconhecemos que ocorreram alguns erros. Se você for ver, o processo de venda de ingressos foi totalmente modificado", afirmou o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do comitê da candidatura, Carlos Arthur Nuzman.

Sobre o sistema de transporte, o secretário especial da prefeitura do Rio para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, Ruy César, negou a obrigação da melhoria para os Jogos Pan-Americanos.

"Não estava previsto no projeto do Pan a construção do metrô. Isso aconteceria se o Rio ganhasse a sede da Olimpíada de 2012. Como não ganhou, então não fizemos", disse Ruy César.

Apesar de não constar no projeto oficial, a ampliação do metrô foi "vendida" como um dos principais legados que os Jogos Pan-Americanos deixariam no Rio de Janeiro.

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