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Dívidas em corrida e verba do governo: relembre as polêmicas de Fittipaldi

Eduardo Viana/Divulgação
Imagem: Eduardo Viana/Divulgação

Do UOL, em São Paulo

30/06/2016 06h00

O bicampeão mundial de Fórmula 1 Emerson Fittipaldi, que nos últimos dias teve carros históricos penhorados como parte do pagamento de dívidas que superam os 25 milhões de reais, se envolveu em algumas polêmicas nos últimos anos. Todas elas relacionadas a negócios que estavam relacionados a seu nome. 

Relação estremecida com Helio Castroneves
Emerson Fittipaldi foi agente do piloto de Fórmula Indy Helio Castroneves, mas a sociedade acabou em 2005, quando o veterano quis receber comissão de contratos. Em sua autobiografia, “O Caminho da Vitória”, Helio citou que a investigação dos fiscais norte-americanos que lhe rendeu um processo por evasão fiscal começou justamente logo após o término da parceria, insinuando que o então empresário poderia ter vazado informações. Nada ficou comprovado, mas as relações entre as partes nunca voltaram ao normal. "É complicado quando você entre em um casamento e sai dessa maneira. Fica difícil manter uma certa amizade. Talvez, em ambas as partes, tenha ficado uma cicatriz", reconheceu na época ao ‘Diário de S. Paulo’.

Neto bancado pelo governo
Em 2012, Fittipaldi foi questionado pelo fato de seu neto, Pietro, na época correndo em uma das divisões de base da Nascar, ter recebido uma verba de aproximadamente R$ 1 milhão aprovada pelo Ministério do Esporte. O piloto, que hoje corre na F3, na Europa, é nascido em Miami, nos Estados Unidos, mas corre com licença brasileira.

O dinheiro veio da Lei do Incentivo ao Esporte, que permite que pessoas físicas e jurídicas abatam parte do que têm de pagar de impostos ao governo para um projeto esportivo. Pessoas físicas podem contribuir com 6% do total, e jurídicas, 1%. Em setembro de 2011, o Ministério do Esporte aprovou projeto de R$ 1 milhão para o "Programa de Formação do Piloto Pietro Fittipaldi, na Fórmula Nascar". 

Em nota, a empresa de marketing esportivo do bicampeão de F-1 garantiu que o repasse era legal. "Nesta nova etapa profissional [da carreira de Pietro], os custos são significativamente maiores que os de 2011. E, neste cenário, os recursos da família se tornam escassos. Por estas razões, utilizou-se o mecanismo de captação através da Lei de Incentivo ao Esporte".

O ‘sumiço’ do WEC
A polêmica mais recente que se tornou pública aconteceu no final de 2014, terceiro e último ano em que Fittipaldi promoveu a vinda do Mundial de Endurance ao Brasil. Devido ao não pagamento de serviços prestados no ano anterior, diversos colaboradores se negaram a cumprir seus contratos no ano seguinte, causando grandes transtornos para os organizadores. Não havia, por exemplo, uma boa conexão de internet no circuito para que os envolvidos na etapa pudessem trabalhar.

Na época, o CEO do campeonato, Gerard Neveu, foi irônico ao dizer que “gostaria de me desculpar pelas ‘fantásticas’ condições que vocês estão enfrentando neste final de semana. Não é nada do nosso lado. Nossa equipe só dormiu por duas horas para tentar resolver os problemas.”

Desde então, a prova saiu do calendário, ainda que Neveu tenha declarado por diversas vezes que tem o interesse de voltar a correr em Interlagos. Mas com um novo promotor. “Certamente acho que Emerson é um grande piloto”, disse o dirigente.

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