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Motociclista de 22 anos conta que se aposentou do esporte após abuso sexual

Reprodução/Facebook
Imagem: Reprodução/Facebook

Do UOL, em São Paulo

21/02/2017 08h27

A motociclista Elena Myers deixou de correr aos 22 anos, em 2015, após uma boa temporada na maior competição de superbike dos Estados Unidos. Mas por quê?, questionavam todos. Agora, um ano depois de deixar as pistas, a jovem falou a Revista Filadélfia e contou o verdadeiro motivo por deixar o esporte: um abuso sexual sofrido.

Toda a entrevista de Elena à revista conta detalhes de antes e após o abuso sofrido em um hotel da americano, depois da última corrida da temporada de 2014. Segundo a jovem, o agressor foi o massagista do hotel onde ela e a mãe ficaram hospedadas.

Elena foi à sessão de massagem após um dia após a corrida, onde sofreu um acidente e por isso agendou os serviços no hotel, para diminuir a própria dor. Não sabia que isso significaria um trauma para toda a vida.

A ex-motociclista conta que deitou seminua na mesa de massagem, como todos que solicitam os serviços e então o profissional abusou sexualmente de Elena, que tentou prestar queixa, mas diz não ter sido orientada pelos profissionais do hotel. Acabou deixando o assunto de lado por medo, mas depois de três anos, está processando o seu agressor, o qual já foi acusado outras vezes de abuso sexual e até mesmo de estupro.

Além da entrevista, Elena Myers publicou em seu Facebook um relato do que a levou a aposentadoria precoce.

“Um dia após a última corrida da temporada de 2014, fui violentada sexualmente por um terapeuta de massagem no SPA no Loews Philadelphia Hotel. Eu denunciei essa agressão a inúmeros funcionários do hotel e SPA, mas ninguém quis me ajudar. Este artigo, que saiu hoje na Revista Filadélfia, é um começo para dividir a verdade dolorosa sobre o que aconteceu comigo durante e após esse ataque”, conta  Elena.

Confira todo o relato:

“Como a maioria de vocês sabem, não corro desde 2015. Muitos perguntaram "por que não?". Eu nunca respondi totalmente a essa pergunta. A verdade é que eu tenho medo de falar sobre isso por medo de perder o apoio da minha família, amigos, fãs, patrocinadores, e a comunidade de corrida.

Eu também pensei que poderia enterrar a verdade, deixa para trás e simplesmente continuar, como sempre fiz. Mas eu estava errada e eu não posso mais ficar calada.

Um dia após a última corrida da temporada de 2014, fui violentada sexualmente por um terapeuta de massagem no SPA no Loews Philadelphia Hotel. Eu denunciei essa agressão a inúmeros funcionários do hotel e SPA, mas ninguém quis me ajudar. Este artigo, que saiu hoje na Revista Filadélfia, é um começo para dividir a verdade dolorosa sobre o que aconteceu comigo durante e após esse ataque.

Espero que isto ajude outros homens e mulheres em circunstâncias semelhantes a buscar a ajuda que necessitam para lidar com o trauma de uma agressão sexual. Por favor, não fique em silêncio. 

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