Esporte

Ela já vendeu rifa para correr. Hoje brilha como única mulher em categoria

Acervo Pessoal
Kattlyn Magno é única mulher da categoria Imagem: Acervo Pessoal

Leandro Carneiro

Do UOL, em São Paulo

01/04/2017 04h00

Kattlyn Magno, mais conhecida como Kaká Magno, terá mais uma vez um desafio em sua carreira. Tentando se manter em uma profissão dominada por homens, ela brilha aos poucos. Nesta temporada, o desafio será na F4 Sul-Americana em que a piloto é a única mulher.

Para atingir o sucesso, a atleta conta com apoio de nomes pesados no esporte. Foi Emerson Fittipaldi quem deu uma das primeiras chances para ela aparecer com destaque no automobilismo.

"O Emerson é um mito, muito importante para minha carreira. Saber que ele torce e me incentiva é uma grande vitória na minha história. Nunca vou esquecer quando ele me ligou em 2013 e me disse: 'você foi selecionada para representar o Brasil'", falou.

"Através da Bia Figueiredo que consegui abrir esta porta. Foi ela que me indicou para o Emerson e tivemos uma reunião em seu escritório em São Paulo, onde apresentei o meu trabalho e ele acabou apostando no meu potencial para poder participar programa de pilotos Volkswagen Scirocco R-Cup na Alemanha. A competição recebeu 12 pilotas de diversos países, todas muito rápidas e competitivas, algo novo. Um projeto da FIA e foi algo espetacular e muito especial para mim”, completou.

Apesar de já ter um nome forte a apoiando, Kaká lembra que teve dificuldades no começo. Mesmo nunca tendo sofrido diretamente com atitudes machistas, ela passou por muita desconfiança por ser mulher. "Aparentemente não, mas eu percebia comentários e insinuações que eu não iria conseguir chegar no lugar aonde estou hoje. Estão vendo que as mulheres estão entrando firme no kart", disse.

"Não é difícil (ser única mulher), porque a gente compete de igual para igual. Pelo contrário, nos dá mais vontade de vencer".

Acervo Pessoal
Imagem: Acervo Pessoal

Além de superar as desconfianças de que poderia ir longe, a piloto teve a falta de dinheiro como obstáculo para conseguir competir. A tática para superar a barreira financeira foi apostar em algumas permutas.

“Na época, eu montei um projeto , fiz algumas parcerias em permuta que me dava kits e camisetas oficiais. Então, tive a ideia de fazer rifas para poder pagar inscrição, aluguel de motor, jogos de pneus e pagar mecânico. Deu certo, sempre conseguia. Mas tudo na base de muita dedicação".

Kaká pretende dar o seu máximo em competições pela América do Sul para no futuro cavar um espaço nas categorias de sucesso nos Estados Unidos.

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