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Alonso não ganhou mais títulos na F1 por 'decisões erradas', diz Nelsinho

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O piloto brasileiro Nelsinho Piquet Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

01/03/2018 18h44

Companheiro de equipe de Fernando Alonso na Renault, em 2008, Nelsinho Piquet acredita que o espanhol, duas vezes campeão mundial de Fórmula 1, não conquistou mais títulos na categoria por "decisões erradas ou azar".

Em entrevista à edição de março da revista "Vip", o brasileiro citou Alonso ao analisar a situação de alguns de seus contemporâneos no automobilismo, como o alemão Nico Rosberg e o britânico Lewis Hamilton, que tiveram carreiras consolidadas na Fórmula 1 e foram campeões, ao contrário de Nelsinho.

"É o que costumo falar sobre estar no lugar certo, na hora certa. Não foi só comigo, acontece para todos. Outro exemplo é o Alonso, que é um grande piloto e 'só' é bicampeão do mundo. Ele poderia ter ganhado muito mais, mas tomou as decisões erradas ou deu azar", destacou o piloto, atualmente na Fórmula E. "É difícil comparar, mas o Hamilton é realmente muito bom. Acontece também de as coisas darem certo sempre, você vai subindo e ganhando confiança."

A parceria entre Alonso e Nelsinho gerou um dos maiores escândalos da história da Fórmula 1, quando o brasileiro foi obrigado a forçar uma batida no GP de Cingapura para tentar beneficiar Alonso. Na ocasião, Felipe Massa brigava pelo título. O acidente provocou uma debandada de pilotos aos boxes para fazer reabastecimento. Massa deu azar, os mecânicos da Ferrari se atrapalharam e o brasileiro terminou o GP em 13º lugar.

O caso ocorrido em 2008, que ficou conhecido como "Cingapuragate", foi arquitetado por Flavio Briatore, chefe de equipe da Renault.

Na entrevista, Nelsinho também comparou a geração atual de pilotos de elite com a época em que seu pai, o tricampeão da F1 Nelson Piquet.

"Os pilotos hoje na F1 são mais técnicos e perfeccionistas na pilotagem. Mas também ela é de certa forma mais fácil. Por mais que os carros sejam mais rápidos hoje, o piloto não precisa mais usar o câmbio na mão, passar a embreagem. Eles tinham de ser experts em fazer esse trabalho, além de precisar sentir as vibrações do carro e avaliar se a embreagem estava quebrando, como estava o câmbio, motor e outros desgastes em geral. O piloto tinha de ter uma visão mais ampla. Hoje, ele pensa no décimo de segundo que pode ganhar na freada, na aceleração. É um outro jeito de pensar, o automobilismo mudou", completou Piquet, que neste ano também disputará a Stock Car.

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