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Cimed fatura Sul-Americano, garante vaga no Mundial e desabafa

Do UOL Esporte<br/> Em São Paulo

11/10/2009 15h21

Em torneio apelidado com seu nome, a Cimed conquistou neste domingo o título do Campeonato Sul-Americano de Clubes, ou Copa Cimed, disputado em Florianópolis. Na final equilibradíssima contra o Brasil Vôlei Clube, o time catarinense foi dominado pelos paulistas em grande parte da partida, mas foi melhor nos momentos decisivos e fechou com 3 sets a 2, parciais de (25-19, 15-25, 26-24, 19-25 e 15-13), fazendo a festa da torcida local.

  • Cristiano Andujar/CBV

    Bruninho (e) e Thiago Alves reconheceram que a Cimed estava sob presão no Sul-Americano

"Foi um jogo duríssimo, o Brasil Vôlei Clube jogou muito bem e teve o domínio de jogo na maior parte do tempo", admitiu o técnico Marcos Pacheco, da Cimed. "Mas com alguma alternativas, conseguimos reverter".

O momento crucial do confronto ocorreu no terceiro set. Após estar cinco pontos atrás no placar (10-5), os donos da casa conseguiram se recuperar da apatia que os havia tomado e, com uma mudança de estratégia, sobretudo no saque, conseguiram uma grande virada, fechando a parcial.

O terceiro set foi tão equilibrado que, em momento de marcação duvidosa do árbitro, os ex-companheiros de seleção Montanaro, presidente do Brasil Vôlei Clube, e Renan, gerente de esportes da Cimed, chegaram a ter um leve desentendimento, rapidamente superado no decorrer da partida.

Com a conquista, alcançada de maneira invicta com cinco êxitos em cinco jogos, o time de Florianópolis assegurou vaga no Mundial de clubes, a ser disputado em novembro em Doha, no Qatar. A equipe estará no Grupo B da disputa ao lado de PGE Belchatow (Polônia), Payakan (Irã) e Al-Arabi, time local. Na chave A estarão o Trentino (Itália), dos brasileiros Leandro Vissotto e Rapha, o Zenit Kazan (Rússia), dos norte-americanos campeões olímpicos Stanley e Ball, o Corozal (Porto Rico) e o Zamalek (Egito).

Ao final do confronto, os jogadores do time catarinense desabafaram. "Esse choro é de missão cumprida", comentou Thiago Alves, que, responsável pelo último ponto do jogo, em um ace, caiu na quadra com dores na panturrilha direita.

O levantador Bruninho também não escondeu o alívio pelo título conquistado, o primeiro da Cimed em três torneios disputados neste ano. "O grande problema é que a gente tinha uma pressão muito grande, que vinha aqui mesmo de Florianópolis e da Cimed. Nós somos tricampeões da Superliga, então todos acharam que nós tínhamos obrigação de jogar o Mundial", declarou o jogador da seleção brasileira. "Acho que não fizemos uma boa partida tecnicamente, mas o ponto principal foi a superação".

Do outro lado, o discurso era de pesar, mas enaltecendo o resultado da Cimed. "Nós não perdemos no tie-break, perdemos no terceiro set. Não podemos nunca perder um set como aquele", reconheceu Dante, ponteiro do Brasil Vôlei Futuro. "Parabéns à Cimed, que teve competência de reagir num momento difícil".

Na disputa pelo bronze, o Sada/Cruzeiro levou a melhor no clássico com o Vivo/Minas ao vencer por 3 sets a 1, parciais de 25-23, 26-24, 21-25 e 26-24.

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