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Pinheiros vira sobre o Osasco, reverte favoritismo e fatura o bi no Paulista

ECPinheiros/Rodrigo Sodré
Jogadoras do Pinheiros e técnico Paulo Coco comemoram o título do Campeonato Paulista Imagem: ECPinheiros/Rodrigo Sodré

Do UOL Esporte<br>Em São Paulo

07/12/2009 21h04

O Pinheiros/Mackenzie conquistou nesta segunda-feira seu segundo título no Campeonato Paulista feminino de vôlei. O time comandado pelo técnico Paulo Coco não se deixou abater pela derrota no primeiro set para o Sollys/Osasco, virou pra cima da equipe estrelada e venceu por 3 sets a 1, parciais de 21-25, 25-23, 27-25 e 25-22, para delírio da torcida que lotou o ginásio da equipe paulistana em São Paulo.

Além de ser apenas a segunda taça estadual do Pinheiros (venceu a primeira vez em 1999), contra oito troféus do Osasco, o título conquistado nesta segunda teve um sabor especial. Apesar de ter feito a melhor campanha na fase classificatória, o time da Capital não era favorito, uma vez que do outro lado estavam quatro campeãs olímpicas (Sassá, Carol Albuquerque, Thaísa e Jaqueline) e mais três jogadoras da atual seleção brasileira (Ana Tiemi, Adenízia e Natália). Já o Pinheiros apoiou-se, principalmente, nos ataques de Lia e Fernanda Garay e nos levantamentos da experiente Fabíola. O time-base ainda contou com as centrais Bárbara e Lígia, a ponteira Ju Costa (que nesta segunda deu lugar a Cibele) e a líbero Verê.

Para faturar o Paulista, o Pinheiros ainda teve que virar não apenas o jogo de hoje, mas o playoff final. O Osasco venceu o primeiro jogo, em São Paulo, por 3 sets a 2, e o Pinheiros devolveu o revés na partida seguinte, em Osasco, atropelando o time adversário por 3 a 0.

A vitória do tradicional time paulistano nesta segunda também ficou marcada pela sucessão de viradas ao longo da partida. No único set em que abriu uma boa diferença logo de cara, o primeiro, o Pinheiros perdeu. Nas três parciais seguintes, o time sempre conseguiu a virada definitiva na reta final: 22-21 na segunda parcial, 21-20 na terceira e 23-22 na quarta.

Nesta série melhor-de-três, o que mais chamou a atenção na equipe, além do bom conjunto, foi a vibração das jogadoras. Mesmo na primeira partida, vencida pelo Osasco, as atletas jamais se acanharam em quadra, mostrando muita personalidade.

“Aí tá o exemplo de que o voleibol se faz para equipe, e não para destaques individuais”, atestou o técnico Paulo Coco em entrevista ao Sportv. “Essa é uma equipe humilde, que começou o campeonato pensando só em trabalhar. Fico orgulhoso de dirigir essas jogadoras, que são umas guerreiras. Elas sabiam da qualidade do time do outro lado, mas tiveram consciência de que, jogando taticamente, pode-se fazer frente a qualquer time”.

Por sua vez, o treinador do Osasco lamentou o fato de sua equipe ter tido pouco tempo para se entrosar, já que as jogadoras da seleção brasileira praticamente não atuaram ao longo do campeonato. “A gente tem que dar parabéns para o Pinheiros, que nessa final fez grandes jogos, veio com a faca entre os dentes e aproveitou que nossa equipe não estava tão entrosada”, comentou Luizomar de Moura, apontando ainda a principal falha de seu time. “Nossa equipe lutou, mas os erros no final dos sets, numa decisão, foram fatais. Lideramos os sets com boa vantagem, mas não soubemos matar o jogo”.

Encerrado o Paulista, Pinheiros e Osasco voltam suas atenções à Superliga feminina, que começa nesta quinta-feira. E ambos vão estrear em Santa Catarina. O time da Capital encara o Cativa às 19h30, em Brusque. Já o Osasco enfrenta o Pauta/São José às 20h.
 

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