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MVP da Liga, Murilo acostuma-se a ser capitão, mas revela ponto a ser corrigido

Wagner Carmo/VIPCOMM
Murilo beija a medalha de ouro conquistada na Liga Mundial. Ponteiro foi eleito o MVP da competição Imagem: Wagner Carmo/VIPCOMM

Paula Almeida

Em São Paulo

26/07/2010 18h20

A conquista da Liga Mundial pela seleção brasileira no domingo, após final contra a Rússia, teve sabor especial para um dos jogadores da equipe. Como se não bastasse vencer sua segunda Liga consecutiva como titular, o ponteiro Murilo foi eleito o melhor jogador da competição, o MVP.

Nesta segunda-feira, no desembarque da equipe em São Paulo, o atacante revelou um semblante ligeiramente cansado, fruto do sono trocado por festa na noite pós-título. Mas ainda assim, ficou um longo tempo no saguão do aeroporto de Guarulhos atendendo a imprensa e respondendo como se sente por entrar definitivamente na lista dos melhores jogadores do mundo.

“Não sei se um jogador consegue realmente chegar ao ápice, porque ele sempre tem que fazer muito mais para se manter em boa forma”, avaliou o ponteiro.

Muito crítico, Murilo ainda fez uma análise sobre sua forma de jogar e encontrou um ponto que precisa ser melhorado em sua atuação. “Eu ainda tenho que melhorar no ataque. Eu sou conhecido mais como um jogador de defesa, que recebe bem, passa bem, bloqueia. Mas ainda preciso evoluir como atacante”, admitiu.

Na Liga Mundial, Murilo passou a acumular também a função de capitão nos jogos em que Giba não foi escalado, na primeira fase. Nas finais, com o veterano na reserva, o ponteiro gaúcho era o capitão de fato do time dentro de quadra, intermediando a relação da arbitragem com os demais jogadores e com o técnico Bernardinho.

Para Murilo, a função não teve grandes segredos. “Na verdade, não vejo tanta diferenca [em ser capitão]. Todos os jogadores têm uma parcela nisso, o Dante poderia ser, o Rodrigão. Mesmo o Serginho, que é líbero e não pode ser capitão, tem esse lado. Mas eu fico feliz pela escolha”, completou.
 

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