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Ricardinho volta a Maringá após 20 anos e se divide entre quadra e presidência

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Moda Maringá, equipe liderada pelo levantador Ricardinho, disputará a Superliga 2013/2014 Imagem: Divulgação

Luiz Paulo Montes

Do UOL, em São Paulo

30/07/2013 11h00

Aos 37 anos, o levantador Ricardinho já começa a pensar no adeus às quadras. Apesar de não marcar data, o campeão olímpico acumulará a partir da próxima temporada  um cargo como dirigente. E não é qualquer cargo. Ele será presidente do Moda Maringá, equipe recém-criada no Paraná e que disputará a Superliga 2013/2014.

“Filho” de Maringá, já que atuou no extinto Copamar na cidade, no comecinho de sua carreira, Ricardinho há algum tempo planejava a montagem de um novo time no Paraná. Na temporada passada, com um projeto montado, quase deu certo. Ele, porém, renovou com o Vôlei Futuro e por lá ficou, adiando seu plano por mais alguns meses.

Neste ano, com a demora de uma resposta do time de Araçatuba, Ricardinho virou dirigente durante suas férias. Tirou o projeto da gaveta e correu atrás de patrocinadores e apoiadores para conseguiu realizar o sonho de jogar ‘em casa’. Com quase tudo acertado, ligou para cada um dos jogadores escolhidos por ele para fazer o convite.

“Foi uma coisa nova, trabalhei em uma outra função, foi interessante conversar com políticos, empresas de Maringá. A prefeitura foi essencial nesse trabalho. Faz 20 anos que tenho casa aqui, e a prefeitura me abriu as portas. Consegui um pouco depois do que imaginava, mas Deus sabe bem o que faz. Foram muitas pessoas torcendo para dar certo, eu fiquei lutando, fazendo reuniões até em madrugadas e elaborando tudo. Deu certo”, afirmou Ricardinho ao UOL Esporte.

Como presidente do time, - patrocinado pelo Sindicato da Indústria do Vestuário da cidade, e por isso leva o nome de Moda Maringá, - o levantador acertou detalhes e negociações com todos os jogadores e, depois de tudo certo, passou a correr atrás de acomodações para os novos contratados. Na semana passada, o time foi apresentado e já começou os treinamentos. Agora, Ricardinho pretende focar-se dentro de quadra e ‘esquecer’ um pouco do lado dirigente.

 “Meu foco agora é a equipe, que é forte, guerreira. Eu vou jogar, sou o presidente do time, mas a parte burocrática eu já fiz. Deixo as coisas nas mãos dos diretores agora. Quero me dedicar, mas claro que continuo fazendo minha parte fora também, sou o presidente do clube e preciso estruturar tudo da melhor maneira possível”, completou.

Como presidente, Ricardinho montou uma equipe que, apesar de ter sido montada às pressas, pode brigar ao menos por uma vaga na semifinal da Superliga. Contratou nomes importantes, como o oposto Lorena e o ponta argentino Rodrigo Quiroga, um dos principais nomes da seleção de seu país, e mesclou experiência com juventude. O 'dirigente-atleta', porém, não pensa ainda nos frutos que a equipe, garantida por ao menos três anos, podem render.

"Meu objetivo é lapidar a equipe, colocar um alicerce grande no grupo, na parte de treinamento. Já temos uma estrutura montada praticamente. Minha preocupação era dar conforto para os jogadores que eu trouxe, agora começar o trabalho com calma, paciência. Eles já foram muito bem acolhidos em Maringá. Eu tenho casa aqui há 20 anos, meu primeiro objetivo é estruturar tudo , o esporte precisa disso. Quero que crie raízes, e depois obviamente pense em resultados", completou.