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Leandro Vissotto confirma saída do RJ Vôlei e acerta com time da Coreia

Luiz Paulo Montes

Do UOL, em São Paulo

09/01/2014 15h01

A debandada no RJ Vôlei continua. A saída de Leandro Vissotto, antes dada como provável, agora é certa. O oposto, um dos principais jogadores do atual campeão da Superliga, assinou um contrato de dois meses com um time da Coreia do Sul e não joga mais pela equipe carioca.

Desta maneira, Vissotto segue o mesmo caminho do central Maurício Souza, do ponta Thiago Sens e também do levantador Bruninho, que na semana passada anunciou sua transferência para o Modena, da Itália. 

No começo da semana, o atleta havia declarado ao UOL Esporte que estava em conversas avançadas e definiria sua saída ainda nesta semana. O contrato com o Kepco (CDS) vai até o dia 15 de março.

“Não teve jeito de ficar, sou o próximo a abandonar o barco. Sábado estou partindo para a Coreia. É um contrato de dois meses só. Infelizmente é uma situação bem ruim no Rio, não tinha o que fazer. É ruim para o voleibol brasileiro no geral, não só para nós, que estamos sendo diretamente afetados. Nunca imaginamos passar por isso, ainda mais no atual campeão da Superliga", declarou à reportagem.

O RJ Vôlei passa por uma enorme crise financeira desde que a OGX, empresa de Eike Batista, retirou o patrocínio à equipe, no começo de novembro. Todos os jogadores que recebiam salários por meio da OGX estão sem seus vencimentos há quatro meses.

A partir de março, o oposto estará livre, sem contrato com qualquer equipe e aberto às negociações para a próxima temporada - a Superliga deverá começar em outubro. Retornar ao vôlei brasileiro, mesmo após a decepção em sua cidade natal, não é uma hipótese descartada.

"Temos que aguardar para ver, eu nunca fecho as portas. Aqui no Brasil as portas estão sempre abertas, de repente se pintar alguma oportunidade que valha a pena, tenho que estudar", disse.

Além dos quatro que já saíram, Thiago Alves é mais um que vai embora. O ponta tem propostas de times da Itália, Rússia e França e deve anunciar seu futuro até o começo da próxima semana. A diretoria do RJ Vôlei já está ciente da negociação e dá como certa a saída do atleta da seleção brasileira.

A crise é tão grande que, na última partida, contra o até então lanterna da Superliga, o Taubaté, o time carioca foi derrotado por 3 sets a 0, em casa, e só tinha 10 jogadores à disposição do técnico Marcelo Fronckowiak. O meio de rede Rodrigão teve até de ser improvisado como ponta em alguns momentos do confronto.

Apenas o central Riad e o líbero Mário Jr, que também estão sem salário há quatro meses, devem continuar no grupo, pelo menos por enquanto. Com mercado mais restrito, os dois não receberam propostas até agora e seguem no grupo que joga a Superliga.