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Perto de aposentadoria, levantadora Fofão diz que terá "final dos sonhos"

Fofão vai em busca de sua quinta conquista da Superliga no próximo domingo - Divulgação/Luiz Doro/adorofoto
Fofão vai em busca de sua quinta conquista da Superliga no próximo domingo Imagem: Divulgação/Luiz Doro/adorofoto

Guilherme Costa

Do UOL, no Rio de Janeiro

24/04/2015 14h07

O voleibol brasileiro vai se despedir no próximo domingo (26) de um dos maiores nomes de sua história. A levantadora Fofão, 44, dona de quatro títulos nacionais (98/99, 01/02, 12/13 e 13/14) e de ouro olímpico (Pequim-2008), vai deixar definitivamente as quadras depois de representar o Rexona/Ades em decisão da Superliga 2014/2015, contra o Molico/Nestlé, na HSBC Arena, no Rio de Janeiro. Se ela pudesse escolher, dificilmente o roteiro fugiria disso.

"Acho que a final dos sonhos já está acontecendo. Independentemente de qualquer coisa, tenho um respeito muito grande pela outra equipe. Ali ninguém vai dar nada de graça, e a gente sabe que está todo mundo querendo atrapalhar a festa. A gente vai ter de lutar, lutar o tempo todo, e o que eu quero é vencer", disse Fofão nesta sexta-feira (24), depois de treinar no palco de sua última apresentação como atleta.

Há vários aspectos que corroboram a análise de Fofão sobre a relevância do confronto. A começar pelo histórico: Rexona/Ades e Molico/Nestlé fizeram dez das últimas 11 decisões da Superliga feminina.

O jogo de domingo ainda será contra o Molico/Nestlé de Dani Lins, sucessora de Fofão  na seleção brasileira, e acontecerá na HSBC Arena, ginásio que jamais recebeu um jogo de Superliga e que deve estar lotado. Há várias razões para ser um dia especial. Ainda assim, contudo, o tom da levantadora do Rexona/Ades na entrevista coletiva foi sereno em todo o tempo.

"Eu abri mão da minha família, mas é uma coisa que sempre foi muito clara com eles: a prioridade seria o voleibol. Então, o resto ficou um pouco esquecido de alguma forma. Agora eu quero recuperar esse tempo. Acho que eu não posso deixar passar mais tempo porque o voleibol... ou você faz totalmente e se entrega ou você não faz. Eu não me arrependo de tudo que eu fiz e de tudo que eu passei, mas agora é hora de curtir um pouquinho e dar atenção para as pessoas que sempre me incentivaram", afirmou a atleta.

O técnico Bernardinho, comandante de Fofão no Rexona/Ades, também evitou dar ênfase ao momento emotivo pelo desfecho da carreira da levantadora: "A Fofão vive um momento de muita felicidade. Você não vê nela tristeza, angústia. Ela para num momento em que é absolutamente certo, correto: jogando bem, chegando a uma final. Claro que ganhar seria fantástico para coroar uma carreira belíssima com uma vitória a mais, mas independentemente do que acontecer no domingo a carreira dela tem um brilho incomparável. Então, acho que ela não passa nenhum tipo de tristeza para ninguém. A gente vai sentir falta dela, das brincadeiras, do sorriso, desse astral sempre positivo. Isso a gente vai sentir. Mas hoje, em relação a esse fato, o momento é de muita descontração".?