Topo

Vôlei

Time da Superliga tentará acordo com CBV para seguir com camisa 'política'

Divulgação/CBV
Fabiana com a camiseta do "Não Vamos Pagar o Pato" Imagem: Divulgação/CBV

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

11/01/2016 14h07

A diretoria do Sesi-SP tentará chegar a um acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para que suas equipes masculina e feminina possam seguir utilizando na Superliga a camiseta com a campanha "Não vou Pagar o Pato", contra o aumento de impostos no país e o retorno da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras).

O clube paulista foi advertido pela CBV pelo uso da camiseta em partidas do primeiro turno do torneio. A entidade que controla a competição alegou que o Sesi fez uso de imagem de caráter político e estava violando o item 5, subitem 5.1 do Anexo 2 do Regulamento da Superliga, que diz respeito a uniformes. A advertência foi dada pela CBV por meio de uma nota oficial na última quarta-feira (6 de janeiro).

No sábado (9), o time masculino entrou em quadra para enfrentar o Canoas utilizando sua tradicional camiseta vermelha, sem nenhum tipo de campanha. Mas a direção do clube espera que isso mude rapidamente.

"Respeitamos a posição da CBV. Mas o Sesi não concorda que se trate de uma campanha política, não vemos desta maneira. É muito mais uma campanha informativa e educativa à população, como já fizemos em tantas oportunidades. Já jogamos com camisetas contra o desperdício de água e em apoio ao Outubro Rosa e Novembro Azul. Por isso mesmo, queremos ter uma conversa com a CBV e explicar nosso ponto de vista", explicou ao UOL Esporte Renato Tavolari, supervisor do Sesi.

"Como já recebemos esta advertência e não queremos criar nenhum tipo de conflito, vamos negociar. Mas até que tenhamos uma resposta positiva não vamos mais usar esta camiseta", completou.

A camiseta amarela com esta campanha começou no Campeonato Paulista. a Federação Paulista não aplicou nenhum tipo de advertência.

"Até pedimos autorização para a Federação para não haver nenhum tipo de problema", explicou Tavolari.

"Não Vamos Pagar o Pato" é uma campanha do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), mantenedora do Sesi. O manifesto virtual já foi assinado por 1.055.781 de pessoas. O movimento foi idealizado por Paulo Skaff (PMDB), presidente da Fiesp, candidato a governador em São Paulo em 2013 e crítico da presidente Dilma Rousseff.

Em sues perfis nas redes sociais, o Sesi divulgou bastante a campanha. Atleta como Murilo e Jaqueline, inclusive, gravaram vídeos.

 

 

 

A diretoria do Sesi-SP tentará chegar a um acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para que suas equipes masculina e feminina possam seguir utilizando na Superliga a camiseta com a campanha \"Não v","image":{"sizes":null,"height":300,"width":615,"crops":"80x80;142x100;142x200;300x100;300x200;300x300;300x420;300x500;615x300;615x470;956x500;1024x768;1920x1080;1920x1279","src":"http://conteudo.imguol.com.br/c/esporte/de/2016/01/11/fabiana-com-a-camiseta-do-nao-vamos-pagar-o-pato-1452528399096_615x300.jpg","type":"","titulo":"Fabiana com a camiseta do \"Não Vamos Pagar o Pato\"","credito":"Divulgação/CBV"},"date":"11.01.2016 14h30","kicker":"UOL Esporte - Vôlei"}}' cp-area='{"xs-sm":"49.88px","md-lg":"33.88px"}' config-name="esporte/esporte">

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!