Vôlei

Campeão mundial de vôlei trocou Brasil pelos EUA e virou personal trainer

Reprodução
Imagem: Reprodução

Fábio Aleixo

Do UOL, em São Paulo

01/03/2017 04h00

O central Henrique Randow foi titular do Brasil na campanha do primeiro título mundial de vôlei em 2002 - na Argentina - e seguiu em atividade até 2014, defendendo o Minas Tênis Clube. Mas hoje, aos 38 anos de idade, o mineiro largou completamente o esporte que o consagrou e deixou o país.

Vive nos Estados Unidos com a esposa Úrsula e o filho Luca e tem um novo ganha-pão: virou personal trainer e pretende em breve abrir um estúdio na cidade de Atlanta.

"Eu sempre gostei muito dos Estados Unidos, assim como a minha esposa. No meio de 2014, quando acabou a Superliga o Minas perdeu o principal patrocinador que era a Vivo. Aí vi que teria de buscar um outro clube ou jogar fora do país. Resolvi me aposentar e colocar em ação um novo plano. Contratamos um advogado para nos ajudar a obter o green card (permissão para viver nos EUA) e fomos para Orlando passar um tempo como turistas até que saísse a documentação definitiva. Depois de dois meses, deu certo e nos mudamos", contou Henrique ao UOL Esporte.

O ex-central contou que teve a ajuda de companheiros da seleção, do técnico Bernardinho e da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) para obter cartas de recomendação que lhe abrissem as portas na América do Norte.

Quando se mudou  definitivamente para os Estados Unidos no fim de 2014, Henrique recebeu o convite para ser assistente técnico da equipe de vôlei da Universidade de Georgia Tech e topou. Mas ficou pouco tempo no cargo, pois não se sentia feliz fazendo aquilo. Um pouco depois, uma amiga o chamou para desenvolver o mesmo trabalho na Flórida. Ele foi, porém, desistiu logo depois.

"Achava chato, vi que não era a minha praia e ficava mais cansado do que quando jogava. A vida de técnico não é para mim", afirmou.

Foi então que resolveu dar uma guinada completa. Como a esposa é fisiculturista e Henrique sempre gostou de academia e treinos físicos, ele fez um curso para tirar um certificado que lhe permitisse trabalhar como personal trainer. A aposta deu certo e hoje ele conta com 15 clientes e dá aulas em um espaço em seu condomínio. Mas com a clientela aumentando, pretende inaugurar em breve um estúdio.

Vaidoso, Henrique usa o seu perfil no Instagram para postar diversas fotos fazendo exercícios e exibindo sua forma física. O ex-central contou que ganhou 35 quilos em massa muscular desde que parou de jogar. Em pouco menos de três anos, pulou de 95 para 135. "Sempre quis ganhar massa, mas jogando era impossível pois isso ia me prejudicar muito na hora de saltar", disse.

"E eu gosto de colocar as fotos sem camisa e mostrando os músculos pois isso serve como uma propaganda para meu trabalho. Mostro ao meu cliente como posso deixá-lo", disse Henrique.

Brasileiro defende ações de Trump

Morando de forma legal nos Estados Unidos, Henrique mostrou-se favorável às medidas do presidente Donald Trumo de barrar a entrada de imigrantes ilegais e deportar os que estão vivendo fora da lei no país.

"Eu investi muito dinheiro e tempo para conseguir meu green card. Acho injusto quem vem com visto de turista e fica. O Trump está certo. As coisas precisam ser feitas de maneira correta. Tem de proteger quem fez tudo dentro da lei. Vejo muita gente ilegal aqui. Podem ficar chateados, mas é o certo", disse.

 

Em jogo do título, Henrique fez sete pontos

Divulgação/FIVB
Imagem: Divulgação/FIVB

Na partida que valeu o primeiro título mundial da história, o Brasil derrotou a Rússia por 3 sets a 2 (23/25, 27/25, 25/20, 23/25 e 15/13) no Luna Park, em Buenos Aires. E Henrique contribuiu com sete pontos. Ele atuou nos cinco sets, fazendo dupla no meio de rede com Gustavo Endres.

Pela seleção, Henrique participou também da conquista das Ligas Mundiais de 2003, 2004 e 2005.

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