Vôlei

Brasil supera sensação italiana e conquista o 12º título de Grand Prix

Divulgação/FIVB
Seleção brasileira comemora ponto conquistado contra a Itália no Grand Prix Imagem: Divulgação/FIVB

Do UOL, em São Paulo

06/08/2017 11h20

Parecia improvável há uma semana, mas neste domingo (6) o Brasil subiu ao lugar mais alto do pódio da edição 2017 do Grand Prix. Diante de uma reformulada Itália, a seleção brasileira feminina de vôlei venceu por 3 sets a 2 (26/24, 17/25, 25/22, 22/25 e 15/8) e conquistou o título pela 12ª vez – as italianas ainda não conquistaram nenhuma taça. A decisão foi disputada em Nanjing (China).

A chegada das duas seleções à decisão parecia improvável. Depois de uma primeira fase complicada, o Brasil chegou a correr sérios riscos de ser eliminado na fase final. As comandadas de Zé Roberto só conseguiram a vaga na semifinal por causa da virada da China sobre a Holanda, depois de salvar quatro match points.

Sem nunca ter conquistado o título, a Itália chegou ao torneio na China com um elenco bastante renovado, com boa parte das jogadoras com menos de 25 anos. A estrela da seleção era Paola Egonu, de apenas 18 anos. Forte no saque e alta no bloqueio (1,90m), a jovem promessa aparecia como principal desafio a ser superado pela seleção brasileira.

E foi justamente Egonu o principal problema do primeiro set. A força da italiana nas paralelas e no saque fez com que a Itália assumisse a liderança do placar depois de estar cinco pontos atrás. Coube ao Brasil, então, mudar a estratégia: tentar ao máximo evitar o saque em cima de Monica De Gennaro, que constantemente optava pelo passe em Egonu.

A estratégia deu resultado. As comandadas de Zé Roberto buscaram o empate e fecharam o set quando a mesma Egonu, deslocada para a esquerda, atacou para fora: 26 a 24 para a seleção brasileira.

Divulgação/FIVB
Italiana Egonu explora o bloqueio brasileiro Imagem: Divulgação/FIVB

No segundo set, Egonu começou novamente sendo muito utilizada no ataque italiano. Desta vez, porém, a promessa de 18 anos tinha um apoio na dor de cabeça dada à seleção brasileira: Cristina Chirichella. A meio-de-rede era constantemente procurada nas jogadas ofensivas e foi peça fundamental na tranquila vitória italiana por 25 a 17.

Depois de um segundo set abaixo, o Brasil começou o terceiro apresentando problemas na recepção. Com três pontos atrás no placar, Zé Roberto optou por colocar Rosa Maria em quadra para tentar corrigir o problema. A mudança, no entanto, pouco efeito surtiu e a seleção brasileira seguia sofrendo diante do forte jogo tático italiano – as rivais das brasileiras abriram 18 a 10 depois de uma sequência de oito pontos em nove.

Aos poucos, o Brasil foi conseguindo voltar para a partida. As italianas passaram a errar mais do que haviam efeito até então. Quando Rosa Maria foi para o saque, uma sequência de dois pontos reduziu a vantagem italiana para somente um ponto. E a virada veio de um jeito emblemático: uma sequência de bloqueios sobre Egonu.

O Brasil iniciou o quarto set, mais uma vez, apresentando problemas. Logo de cara, as italianas abriram cinco pontos de vantagem. No saque de Chirichella, a situação foi ficando pior e a Itália chegou a fazer 19 a 12 na parcial.

Na parte final do set, a orientação de Zé Roberto era clara: obrigar a levantadora Malinov a procurar jogo em Egonu. Apesar do desempenho de destaque na partida, a jogadora de 18 anos começava a errar mais do que o normal e sentir a pressão de jogar uma final. A tática, porém, pouco teve resultado, com Malinov conseguindo facilmente trabalhar as jogadas com as centrais italianas. No fim, vitória da Itália por 25 a 22.

Diferentemente do que ocorrera nos dois sets anterior, o Brasil começou à frente no desempate. Com um erro de Paola Egonu, as comandadas de Zé Roberto abriram três pontos de vantagem para a Itália.

O início ruim desestabilizou as italianas. O forte bloqueio já não incomodava como antes, e a vantagem brasileira só aumentava. Com seis pontos de vantagem, coube a Zé Roberto pedir calma às jogadoras durante o tempo técnico. E a orientação foi seguida à risca na parte final do tie-break. O time italiano se mostrava inseguro, enquanto o Brasil controlava a vantagem até fechar em 15 a 8.

O título coroa uma nova geração da seleção brasileira. Para o Grand Prix, apenas três campeãs olímpicas foram convocadas: Adenízia, Tandara e Natália. Zé Roberto não pôde contar com Gabi e Thaísa, machucadas, e Dani Lins, grávida. Outro desfalque foi Fernanda Garay, que pediu dispensa da competição.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Redação
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
UOL Esporte
UOL Esporte
UOL Esporte
UOL Esporte
Redação
AFP
Blog Saída de Rede
Blog do Juca
AFP
Blog Saída de Rede
Redação
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Redação
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Redação
Blog Saída de Rede
Esporte Ponto Final
UOL Esporte
UOL Esporte
Redação
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Redação
Blog Saída de Rede
Blog Saída de Rede
Topo