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A jornal, Tifanny revela lendas urbanas que ouviu ao jogar na Itália

Marcelo Ferrazoli/Volei Bauru
Tiffany Abreu, ponteira do Bauru Imagem: Marcelo Ferrazoli/Volei Bauru

Do UOL, em São Paulo

21/12/2017 14h23

Tiffany relembrou o período em que jogou vôlei na Itália. Na época, a atleta jogava com homens, atuando com o nome de batismo: Rodrigo. A jogadora trans revela não ter sofrido preconceito na Europa, mas conta que ouviu algumas “lendas” a respeito dela.

Uma delas era de que teria quebrado a mão de um colega durante treinamento. Tiffany responde: “Eu nem estava nesse treino”, garante Tiffany, ao jornal “Gazzetta dello Sport”.

Outra história que se propagou era de que Tiffany tinha dois metros de altura. A jogadora diz ter 1,92m.

Tiffany participou de ligas masculinas de vôlei em Portugal, Indonésia, Espanha, França, Holanda e Bélgica. Sua mudança de sexto aconteceu quando Tiffany defendia o JTV Dero Zele-Berlare (da Bélgica).

Por onde passou, Tiffany disse que não sofreu preconceitos. " Não tive problemas nas ruas, com as pessoas. Voltei para o meu país para estar mais perto da família”.

Tifanny é, também, a primeira atleta transexual brasileira a conseguir autorização da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) para atuar ente as mulheres.

A atleta atuou a Série A2 na Itália na última temporada, defendendo as cores do Golem Software Palmi. Ela voltou ao Brasil para passar férias e fechou um acordo para usar as instalações do Bauru. Tifanny tinha planos de retornar ao Velho Continente, mas acabou mudando de ideia com a boa receptividade do time do interior de São Paulo.

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