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Bruna Honorio revela como foi "choque" ao saber de tumor e corte da seleção

Bruna Honório foi campeã pelo Minas nesta temporada - Acervo Pessoal
Bruna Honório foi campeã pelo Minas nesta temporada Imagem: Acervo Pessoal

Leandro Carneiro

Do UOL, em São Paulo

27/06/2019 04h00

Bruna Honorio viveu o melhor momento de sua carreira na última temporada de vôlei brasileiro, aos 29 anos. Ela conquistou os principais títulos nacionais da modalidade com o Minas e ganhou sua primeira oportunidade na seleção. Porém, o momento de maior empolgação de sua carreira foi interrompido por um problema de saúde. Um mixoma, tumor benigno no átrio esquerdo, fez com que ela tivesse de ser liberada por José Roberto Guimarães. A disputa de Liga das Nações, Pré-Olímpico e Pan-Americano ficou em segundo plano para que ela pudesse se recuperar.

Dois meses depois do furacão, Bruna entra na reta final da recuperação, que contou até com uma cirurgia para a retirada do tumor. Em conversa com o UOL Esporte, a oposta do Minas contou como foi o momento em que soube do problema e a superação para dar a volta por cima.

"Tomei um choque de primeira, porque tinha acabado de chegar na seleção, depois de todo um ano sensacional que tivemos. Mas logo no mesmo dia, após as conversas com os médicos, voltei para minha casa, para o carinho da minha família, do meu namorado, e me acalmei para entender tudo aquilo. Sou uma pessoa calma e muito positiva. Tenho muita fé em Deus, e isso me deu muita força para superar tudo isso. E tudo foi rápido entre descobrir, marcar a cirurgia, operar e sair do hospital. Não tive nem tempo de ficar pensando e sofrendo muito. Ainda bem. E hoje quase totalmente recuperada, só agradeço e foco no que preciso para voltar bem", disse Bruna.

A oposta do Minas era uma das novidades para a temporada de seleção. Quarta maior pontuadora da Superliga feminina e líder entre as brasileiras, a atleta era vista como uma alternativa ofensiva para a seleção, principalmente com os problemas físicos de Tandara.

"Depois que o laudo saiu, eles me chamaram e começaram a falar do tumor. Constataram o que tinham visto nos exames e que eu não estava apta a fazer exercícios físicos. Então, que seria dispensada para cuidar da minha saúde. Todos ficaram muito tristes. Eles sabiam da minha importância e de tudo que tinha conquistado e crescido até esse momento. Mas me deram força e disseram que me ajudariam como eu precisasse e que estariam esperando a minha volta à seleção. Acho que as coisas acontecem para a gente ter mais coragem e determinação. Agora, o foco é voltar bem pro meu clube, que me deu todo o suporte necessário, e buscar uma vaga para a Olimpíada. Vou correr atrás e sonhar, se eu merecer, se for para ser, estarei lá", completou.

Segundo a atleta, ela se encontra quase 100% recuperada da cirurgia. Só não atingiu o patamar pela necessidade de aguardar os três meses de risco da operação. Ela tem feito acompanhamento de perto, e os exames que fez após a intervenção foram positivos. Atualmente, ela cuida da parte física e musculação, sempre com auxílio de um frequencímetro por segurança.