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   22h39 - 26/03/2003

Ulbra vence o Banespa e é a primeira finalista da Superliga masculina

Da Redação
Em São Paulo

Canoas está em festa. A Ulbra é a primeira equipe a garantir presença na final da Superliga masculina. Nesta quarta-feira, os gaúchos receberam o Banespa/Mastercard e, com o apoio da torcida, venceram por 3 sets a 1, parciais de 25-19, 27-29, 25-21 e 25-15, em 1h46 de jogo.

Com a vitória, a Ulbra fechou a série melhor-de-cinco em 3 jogos a 0 e, agora, espera o vencedor do playoff entre Unisul e Wizard/Suzano para conhecer o seu adversário na decisão.

Comandados pelo levantador Ricardinho, os gaúchos tiveram como destaque o campeão olímpico Marcelo Negrão, maior pontuador da partida, com 21 pontos.

Marcelo, que voltou ao voleibol após ficar um ano e oito meses parado devido à ruptura do ligamento do tendão patelar do joelho direito, era só alegria após o jogo.

"Esta classificação para a final é uma recompensa por todo o meu esforço. É um prêmio muito grande. Estou feliz por estar recuperado, estar jogando e sem sentir nenhuma dor. Espero poder repetir o feito do Ronaldinho, que teve a mesma contusão, voltou e foi campeão da Copa do Mundo", brincou Negrão, referindo-se ao atacante da seleção brasileira de futebol.

A Ulbra começou mais consistente no ataque e errando menos do que o Banespa/Mastercard, abrindo quatro pontos de vantagem - 17-13. Os paulistas continuaram falhando mais (no total, foram 11 erros contra sete da Ulbra). Os dois pontos de saque contra nenhum dos rivais também ajudaram os gaúchos a fecharem em 25-19.

O segundo set foi o mais equilibrado. A Ulbra forçou o saque e largou na frente - 13-07. Com o placar adverso, Mauro Grasso colocou Luis Felipe, no lugar de Murilo, e Joel e Michael, no lugar de Leandro e Léo, respectivamente.

As mudanças surtiram efeito. O Banespa empatou e teve mais calma nos momentos decisivos para marcar 29-27.

Os dois últimos sets foram de total domínio gaúcho. Com os jogadores discutindo entre si, o Banespa não teve forças para suportar a pressão da Ulbra, que fechou o terceiro set em 25-21. Destaque para Marcelo Negrão, que, com cinco pontos, foi quem mais marcou na parcial.

No quarto set, os donos da casa ditaram o ritmo. Enquanto isso, os paulistas não esboçaram reação. Com a ajuda do bloqueio, que marcou quatro pontos contra apenas um dos paulistas, a Ulbra marcou 25-15, selando a classificação para a final.

Para o treinador da Ulbra, Marcelo Fronckowiak, que estréia como treinador de um time adulto nesta Superliga, a classificação é um prêmio pela união do grupo.

"Apesar de termos fechado a série em 3 jogos a 0, estes confrontos foram muito equilibrados. Esta classificação para a final mostra o valor de um time que, além de se dedicar muito a parte técnica, joga com o coração", comemorou Marcelo, para depois analisar a partida.

"Nossa relação saque e bloqueio continua muito boa. Dificultamos a recepção do Banespa o tempo todo, o que facilitou o trabalho do nosso bloqueio", explicou Marcelo.

Regente do time e da torcida durante toda a partida, o levantador Ricardinho não escondeu a satisfação pela boa fase. "Hoje a equipe entrou muito motivada, o que garantiu a vitória. Além disso, cumprimos a estratégia montada pelo Marcelo. Estou muito feliz. Depois do título mundial pela seleção, meu objetivo, era chegar a final da Superliga com a Ulbra. Consegui. É mais uma prova da ascensão do meu voleibol", disse o levantador, para em seguida correr para a torcida.

Do lado do Banespa, o técnico Mauro Grasso não escondeu a decepção pela atuação da equipe. "Foi mais uma vez um jogo equilibrado. Mas, a partir do terceiro set, o nosso time começou a discutir internamente e isso complicou. Ao invés de ganharmos raça e dificultar o adversário, começamos a brigar e isso desgastou o time", contou Grasso.

Para Mauro, a equipe não conseguiu suportar a pressão adversária e não soube reverter as situações adversas durante a partida. "Não fomos bem no saque. Este foi o nosso pior fundamento. Além disso, não conseguimos neutralizar os ataques da Ulbra, que virava quase todas as bolas. Aos poucos, fomos perdendo a paciência", finalizou Mauro.


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