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  15/02/2005 - 17h47
Destaque da Superliga jogou futebol contra Ronaldinho Gaúcho

Da Redação
Em São Paulo

Um dos destaques da Superliga Masculina de vôlei, Roberto Minuzzi, do Telemig Celular/Minas volta nesta quarta-feira às suas origens, quando o líder do torneio vai a Caxias do Sul enfrentar às 20h30 a UCS/Colombo, pela oitava rodada do segundo turno.

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Depois de enfrentar Ronaldinho Gaúcho, Roberto Minuzzi troca o futebol pelo vôlei

"Nasci em Caxias do Sul e tenho uma história muito legal lá na UCS. Estudava no CETEC, escola técnica de processamento de dados que fica dentro do campus, e tudo começou nas brincadeiras de educação física", lembra Minuzzi.

Quem viu futuro no jogador e apostou suas fichas no jovem Minuzzi foi seu professor, Carlos Bononi. "Ele também era técnico do time profissional de vôlei da UCS. E o curioso é que eu não gostava muito de vôlei. Sempre fui apaixonado por futebol. Tanto que cheguei a jogar dois anos no infantil do Juventude. Mas sabia que não teria futuro como profissional e não levei adiante", relata Minuzzi, um fiel gremista, que jogava como volante.

E foi justamente contra o clube do coração que ele fez sua estréia no campo. "Foi num jogo de entrega de faixas para o Grêmio, que tinha sido campeão gaúcho no infantil. Na época, jogava contra o Ronaldinho Gaúcho, que é um ano mais velho que eu. E perdemos por 1 a 0, com um gol de falta do próprio, que era chamado de Assis, nome do irmão dele, que já tinha estourado para o futebol", revela.

Os olhos de Bononi não estavam enganados. A ascensão de Minuzzi no vôlei foi meteórica. "Comecei a jogar em 98, no infanto-juvenil da UCS. Em dois meses, já estava na seleção gaúcha e era capitão do time. Por ter começado muito tarde no vôlei, me dedicava bastante. Em 99, já fui transferido para um clube de Três Corações (MG), depois de jogar o Mundial infanto-juvenil e o Sul-Americano e o Mundial juvenil pela seleção brasileira", conta.

Apesar do promissor início de carreira, Minuzzi afirma que só passou a aparecer mesmo em 2001, quando foi contratado pela Ulbra (RS). "Lembro que a UCS ainda não jogava a Superliga e foi disputar a Liga Nacional B. Pedi para a Ulbra me liberar por dois meses para que eu pudesse jogar pela UCS. Sempre tive muita gratidão por eles, que me deram a chance de dar meus primeiros passos no vôlei", diz, emocionado.

Para tanto, Minuzzi teve de abrir mão de receber metade do salário do time de Canoas (RS) nesses dois meses. "Foi o melhor campeonato que joguei na minha vida. Até falei para o meu pai que, quando alguém não joga por dinheiro e sem muita responsabilidade, parece que o jogo flui bem melhor. Fomos campeões e a UCS se classificou para a Superliga do ano seguinte", comenta.

De volta à Ulbra, retomada de sucesso. Em seu primeiro ano no adulto, na temporada 02/03, Minuzzi se sagrou campeão da Superliga, foi eleito o melhor atacante e a revelação, sendo ainda convocado para a seleção adulta pela primeira vez. Com o técnico Bernardinho, foi bicampeão da Liga Mundial, em 2003 e 2004. "O Minuzzi tem tudo para ser o substituto do Nalbert na seleção", analisa e elogia José Paulo Perón, técnico da UCS/Colombo.


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