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Pai defende caráter de Jô e diz que filho não sentiu toque da bola no braço

Dário Assis, pai do atacante Jô, defendeu o filho de polêmica - Reprodução - Reprodução
Dário Assis, pai do atacante Jô, defendeu o filho de polêmica
Imagem: Reprodução

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

18/09/2017 13h51

A discussão em torno do gol feito por Jô contra o Vasco no domingo, com a ajuda do braço direito, é acompanhada com atenção por Dário de Assis, pai do centroavante do Corinthians. Extremamente próximo do filho, Dário assistiu à vitória por 1 a 0 in loco e conversou pelo menos duas vezes com o personagem do episódio mais marcante da rodada: uma logo depois da partida, ainda na Arena, e outra na manhã desta segunda-feira. 

Baseado no que ouviu diretamente do filho, Dário defendeu o atacante Jô em entrevista ao UOL Esporte. Ele disse ao pai algo muito semelhante ao que contou aos microfones logo depois da partida: o lance foi muito rápido, ele se atirou com o corpo na direção na bola e não percebeu exatamente em que região havia tocado, se no ombro ou no braço. Ainda ao pai, Jô disse que não levaria o braço deliberadamente para fazer o gol. 

Confira as declarações de seu Dario, pai do atacante Jô:

QUESTIONOU O FILHO DO QUE HOUVE NO LANCE

Não temos que esconder a sujeira debaixo do tapete. Ontem eu conversei com ele [na saída do estádio] e falei 'filho, como foi o gol?'. Ele falou 'pai, eu me joguei na bola'. Ele não disse que colocou a mão. Cheguei em casa e vi o tape, e ele se jogou na bola e ela bateu entre o ombro e o braço. Ele me confessou que não pôs o braço. Ele se jogou e a bola bateu...mas o braço estava colado no corpo. Foi o que o terceiro árbitro [atrás do gol] marcou. 

ERRO DA ARBITRAGEM

Com toda a capacidade de vocês [jornalistas], não tinha um juiz encostado na linha de fundo? Foi na frente dele, se ele achou que foi na mão, ele poderia anular o gol. Ele deu o gol. E o que a gente vai fazer?

JÔ NÃO ACUSOU O TOQUE COM A MÃO

Se acontecesse isso [gol intencionalmente de mão], ele jamais ia concordar. Na adrenalina ali, ele [Jô] não percebe tudo assim. Ele falou que não colocou o braço, eu perguntei ontem [domingo] e falei hoje de manhã. Ele me disse 'o que vou fazer?. Eu ia parar a jogada?'. Nem ele sabia como foi a jogada, pode ver que ele caiu dentro da rede. Ele é bem sincero comigo. Até no estádio o pessoal estava comentando, me mandando na internet, mas o auxiliar estava a meio metro dele e não marcou nada. 

SE FOSSE DE PROPÓSITO, JÔ AVISARIA

Sobre isso, ele está bem consciente. Ele falou que se levantasse a mão [para fazer o gol], falaria mesmo. Mas a bola bateu [no braço] e ficou a critério do juiz e do auxiliar. Como ele não botou a mão, não pode falar nada. Ele poderia até falar para mim 'fiz o gol de mão, igual o Maradona'. E teve os dois pênaltis [não marcados]: um foi legítimo, o zagueiro puxou o pé de apoio dele. Sobre o outro, fica na dúvida. Agora, fica na cabeça do pessoal.

CHATEADO COM AS CRÍTICAS

Não quero defender o meu filho 100%. Como pais, nós ficamos chateados, mas não podemos fazer nada. Eu queria uma vitória sem comentário nenhum, mas mas enquanto não existir o árbitro de vídeo, fica desse jeito. Ele caiu dentro da rede, entrou com bola e tudo.